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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

GRANDES HERÓIS DA VIDA REAL - ESPECIAL DE FINAL DE ANO

 A INCRÍVEL ODISSÉIA DE ERNEST CHAKLETON NA ANTÁRTIDA 


Sir Ernest Shackleton concebeu e liderou a última grande expedição da Idade Heroica da Exploração da Antártida


A geração que viveu entre o final do século XIX e início do século XX puderam viver a era dos verdadeiros heróis, que tiveram o privilégio de desvendar os grandes mistérios de nosso planeta.

E hoje trazemos a história de um grande herói da vida real, e tão grande foram suas façanhas, que ele acabou ficando marcado na história do heroísmo humano com o seu “maior fracasso”!

E a grande vantagem em relação a veracidade dessa grande aventura, é que ela foi registrada em pelo menos 20 diários dos participantes e utilizados para registrar os acontecimentos.

Lembrando que a expedição de Chakleton, foi dada como perdida, pela falta de comunicação, pois a invenção do rádio comunicador engatinhava e mal se conseguia comunicar além de poucos quilometros...

Estamos nos referindo a um Irlandês chamado “Sir Ernest Chakleton, um explorador do início do século XX, que ficou famoso com a expedição do navio “Endurance, (Resistência)” entre (1914 – 1917), na Antártida.

Sir Chakleton, entre os anos de 1907 a 1909, já havia participado da Expedição Nimrod, onde alcançou o ponto mais distante do Polo sul até então, mas não atingiu seu objetivo.

Depois da corrida ao Polo Sul ter terminado em Dezembro de 1911, com a conquista de Roald Amundsen, Shackleton virou a sua atenção para aquele que ele considerava ser o último grande objetivo da exploração Antárctica: atravessar o continente a pé (2900 km) de mar a mar, passando pelo polo. Para prosseguir com este projeto, Shackleton preparou a Expedição Trans Antártica Imperial (1914–17).

A Expedição Trans Antártica Imperial foi uma tentativa de atravessar o continente Antártico, sem sucesso, liderada por Ernest Shackleton. Os membros da expedição foram divididos em dois grupos: o do mar de Weddell, cujo objetivo era a travessia propriamente dita do continente Antártico a pé passando pelo polo, de 2900 km; e o grupo de apoio, o Grupo do Mar de Ross, que tinha a responsabilidade de instalar depósitos de mantimentos e combustível no lado oposto do Polo, para os membros do mar de Weddel. Ambos os grupos eram constituídos por 56 homens. O navio do grupo do Mar de Ross Endurance ficou preso numa placa de gelo e nunca conseguiram efetuar a travessia. O grupo do Mar de Weddel foi salvo, mas alguns membros do outro grupo morreram depois do navio de apoio Aurora ter sido arrancado do seu ancoradouro e ter ficado à deriva, deixando o grupo em terra.


O Endurence, foi especialmente construído de madeira utilizada na construção das baleeiras, de forma muito robusta 


O Endurance, zarpou de Plymouth em 8 de agosto de 1914 sem Shackleton (que ficou em Inglaterra a tratar das questões financeiras da expedição), em direção a Buenos Aires. Shackleton juntou-se, depois, à expedição viajando num navio mais rápido. Hurley também embarcou, e William Bakewell e o clandestino Perce Blackborow foram adicionados à tripulação.

 

A Expedição Trans Antártica Imperial foi amplamente noticiada nos jornais da época.

 

o Endurance partiu para a Antártida a 5 de dezembro. Dias mais tarde, Shackleton ficou surpreendido por encontrar placas de gelo a uma latitude de 57°26′S, o que implicou uma navegação mais irregular e com mais manobras.


Expedição Trans Antárctica Imperial, 1914–17

Mapa com os percursos marítimos do Endurance, do James Caird e do Aurora; rota dos depósitos terrestres do Grupo do Mar de Ross; e percurso planejado do Grupo do mar de Weddell liderado por Ernest Shackleton na sua expedição trans Antárctica de 1914–15:


  Viagem do Endurance

  Deriva do Endurance no gelo

  Deriva no gelo após afundamento do Endurance

  Viagem do James Caird

  Rota planejada para a travessia trans Antárctica

  Viagem do Aurora à Antártida

  Regresso do Aurora

  Rota dos depósitos de provisões

 

 




Preparativos

Shackleton publicou os detalhes da sua nova expedição, intitulada de "Expedição Trans Antárctica Imperial" no início de 1914. Seriam utilizados dois navios; o Endurance transportaria o grupo principal até ao mar de Weddell, seguindo para a baía Vahsel de onde partiria uma equipe de seis homens para atravessar o continente. Entretanto, um Segundo navio, o Aurora, levaria um grupo de apoio, liderado pelo capitão Aeneas Mackintosh, para o estreito de McMurdo, no lado oposto do continente. Este grupo teria a seu cargo a instalação de depósitos de provisões (com combustível e alimentos) ao longo da Grande Barreira de Gelo, até ao glaciar Beardmore, para permitir à equipe de Shackleton efetuar a travessia de 2 900 km pelo continente.

Shackleton fez uso das suas capacidades de angariador de fundos, e a expedição foi financiada, em grande parte, por donativos de particulares, apesar de o governo britânico lhe ter dado 10 000 libras (cerca de 680 000 libras em 2008).

O Endurance ficou preso no gelo do mar Weddell antes mesmo de chegar à baía de Vahsel, e mesmo depois de todo o esforço feito para o libertar, foi à deriva para norte, preso numa placa de gelo, durante todo o inverno antártico de 1915. O navio acabaria por ser esmagado pelo gelo e afundar-se-ia, deixando 28 homens para trás. Depois de vários meses passados num acampamento improvisado numa placa de gelo flutuante, à deriva para norte, o grupo decidiu pegar nos barcos salva-vidas e rumar para a ilha Elefante, uma ilha inóspita e desabitada. Shackleton, e mais cinco homens, fizeram uma viagem num pequeno barco aberto, o James Caird, de cerca de 1 300 km, para chegar à ilha Geórgia do Sul. Daí, Shackleton esperava efetuar uma operação de resgate dos seus homens que ficaram na ilha Elefante, e levá-los sãos e salvos para casa. Do outro lado do continente, o grupo do mar de Ross passou por grandes dificuldades para cumprir a sua missão. O Aurora foi arrancado do local onde estava atracado por uma forte tempestade e, ficando impossibilitado de regressar, deixou o grupo terrestre abandonado sem mantimentos e equipamento. Ainda assim, os depósitos foram instalados, mas, no final haveria três vítimas a lamentar. 


O cozinheiro Charles Green preparando o jantar.

“Preferia matar a tiros muitos homens que conheço a sacrificar o pior daqueles cães.” – Frank Wild, segundo no comando, sobre a necessidade de comer os cachorros da tripulação para sobreviver. 

O Endurance resistiu bravamente, até ser esmagado pelo gelo. Frank Hurley

Sir Chakleton e Frank Wild, no acampamento depois do naufrágio do Endurance.

O fotógrafo Frank Hurley sobre a banquisa (bloco de gelo), a qual ficaram por 165 dias depois de o Endurance naufragou.



Shackleton parte com o bote James Caird da Ilha Elefante, em busca de ajuda. Hoje, o valente bote, repousa no Colégio de Dulwich, sua antiga escola.

Enfim, o resgate triunfal da tripulação na Ilha Elefante.

Lápide de Ernest Shackleton em Grytviken, na ilha Geórgia do Sul.


GRANDES FEITOS DE SHACKLETON


• Expedição Nimrod (1907-1909):

Sua primeira grande missão onde ele se aproximou mais do Polo Sul do que qualquer outro até então, apesar de não atingir o objetivo. 

• Expedição Endurance (1914-1917):

O objetivo era cruzar o continente antártico a pé. O navio Endurance ficou preso e esmagado pelo gelo no mar de Weddell e afundou. 

• Salvamento da Tripulação:

Shackleton liderou seus 28 homens numa incrível jornada de sobrevivência por gelo e mar, eventualmente desembarcando em uma ilha e conseguindo resgate. 

• Morte:

Shackleton morreu de um ataque cardíaco a caminho de outra expedição, a bordo do navio Quest, em janeiro de 1922, na ilha Geórgia do Sul, onde foi enterrado.

 

PORQUE SHACKLETON É LEMBRADO:


• Liderança e Resiliência:

É famoso pela sua extraordinária capacidade de liderança, coragem e para manter o moral de seus homens em condições extremas. 

• Foco na Sobrevivência:

A sua expedição mais célebre, a do Endurance, é vista como um triunfo da sobrevivência humana, pois todos os membros da tripulação foram resgatados. 

• Marco Histórico:

Shackleton é considerado um dos maiores exploradores da era heroica da Antártida, uma época de descobertas polares. 

• O Navio Endurance:

          Os 27 homens sob o comando de Ernest Shackleton queriam ser os                   primeiros a atravessar a Antártida a pé. Não alcançaram seu objetivo, mas o comandante conseguiu fazer com que enfrentassem dois invernos na Antártida... 

Esta é a história de um fracasso que se transformou em triunfo. O Irlandês Sir. Ernest Shackleton tinha tudo para morrer no anonimato, como muitos homens de sua época que se lançaram ao desafio de romper com os limites conhecidos da Terra. Seu pai era um médico inglês respeitado, mas Ernest rejeitou seus passos e resolveu entrar para a marinha mercante britânica. 

Em agosto de 1914, a Expedição Imperial Trans Atlântica deixou a Inglaterra com um objetivo: realizar a inédita travessia a pé do continente antártico. O que era para ser uma grande expedição se tornou um fracasso triunfal nos limites conhecidos da Terra. 


quarta-feira, 6 de março de 2024

GRANDES HEROIS DA VIDA REAL

Olá meus amigos e amigas, sejam bem-vindos ao blog nesta quarta feira.

E hoje a seção "Grandes Heróis da Vida Real" nos trás uma personagem polemica, fascinante e misteriosa.

É dificil credita-la como heroina ou uma anti-heroina, mas o certo é que ela balançou as estruturas da Europa na 1ª Guerra Mundal, e apesar de ter sido executada, até hoje se tem duvidas se ela era ou não uma agente-dupla


MATA HARI


A Cortesã teria sido agente dupla para alemães e franceses. Como dançarina, marcou época nos salões de Paris

 

Ela nasceu na Holanda e aprendeu dança exótica na Indonésia, onde adotou o codinome artístico. Entre passagens pelo Egito, pela Alemanha e pela Inglaterra, Margaretha Geertruida Zelle Mcleod fez a fama mesmo em Paris.


A dançarina e cortesã que influenciou toda a sociedade de Paris


Estabelecida como dançarina e cortesã (prostituta de luxo), teve amantes ricos e poderosos. Mas acabou vítima do clima denso da 1ª Guerra Mundial e foi executada sob a acusação de atuar como espiã.

 


O escultural corpo coberto por véus, que influenciou políticos ricos e poderosos


Não se sabe com certeza se Mata Hari foi de fato uma agente bem-sucedida. Certo mesmo é que ela aceitou uma missão dos alemães, recebia para reportar tudo o que sabia das pessoas ricas com quem convivia na França.

Também aceitou atuar a favor dos franceses na Espanha. Ela diria que pegou o trabalho apenas pelo dinheiro, mas nunca atuou de fato na espionagem. É uma alegação impossível de comprovar, afinal, ela poderia dizer isso só para se livrar da pena de morte, ou para não ser forçada a entregar seus contratantes e seus colegas agentes


A dançarina exótica que estudou dança na Indonésia


Mata Hari foi presa depois que uma troca de mensagens com os alemães interceptada pelos franceses. Acontece que Berlim sabia que seu código já tinha sido quebrado pelos aliados e usava um novo sistema.

Mesmo assim mandou instruções para a espiã usando o código antigo, possivelmente para prejudica-la. Por que a entregar? Das duas uma: ou ela realmente ganhou dinheiro sem fazer nada, ou era uma agente dupla. “O mais importante a saber sobre Margaretha é que ela amava homens”, escreve Pat Shipman na biografia Femme Fatale. “O mais crucial a saber sobre ela é que não amava a verdade. Ela foi uma criação do começo do fim, uma personagem numa peça que ela reescrevia continuamente."

Na vida de cortesã, lendas e fatos se embaralham. Essa dificuldade em entendê-la, somada a fascinação que exercia sobre seus amantes e seus admiradores, fez dela uma lenda na Europa da década de 1910. Tão famosa que, logo em 1931, seria interpretada por Greta Garbo no clássico: Mata Hari.

ÚLTIMO BEIJO

Margaretha estava perto de completar 19 anos quando se casou com o capitão Rudolph Mcloed, de 39 anos. Mudou-se com ele para a Indonésia. O casal teve dois filhos, Norman e Juana-Luisa. Ele acabou morrendo, doente de Sífilis ou envenenado. Ela foi raptada pelo pai quando o casal se separou, já de volta à Europa.

Depois disso, Mata Hari alternou a vida de dançarina com momentos em que vivia com homens ricos. No contexto da 1ª Guerra Mundial, as viagens constantes, as mudanças de companhia e o estilo exótico fizeram dela um alvo de suspeitas.

Acabou morta por um pelotão de execução, logo no amanhecer de 15 de outubro de 1917. Seu último gesto foi mandar um beijo para os atiradores.


Mata Hari foi executada por um pelotão


OS ACERTOS DE MATA HARI

Virou Icone

Seu estilo pessoal, incluindo o corte de cabelo, influenciou as jovens de Paris na época.

 

Influenciou poderosos

Desde a juventude na Indonésia até as viagens pela Europa, por onde passava ela mantinha relações com políticos, empresários e diplomatas."

 

 

 Foi a primeira popstar

Com figurinos ousados e danças exóticas, ela alcançou grande sucesso com as apresentações na casa de show Olympiá, em Paris.

 

OS FRACASSOS DE MATA HARI

Deixou-se prender

Tendo sido ou não uma boa espiã, o fato é que ela caiu numa armadilha dos alemães e acabou condenada à morte por isso

 

Mentiu muito

De tanto adotar nomes diferentes e de mudar histórias sobre si, ela terminou a vida desacreditada. Ninguém testemunhou a seu favor.

' 

Não foi habilidosa

A espiã poderia ter escapado. Vide o exemplo da agente alemã Martha Richard, que sobreviveu e ainda engatou carreira na política.







segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

GRANDES HERÓIS DA VIDA REAL

 

Olá, amigos e amigas, do blog Fantasma Brasil, estamos retornando com uma seção que sempre foi muito apreciada pelos nossos seguidores: “Grandes heróis da vida real”, trazendo as aventuras de pessoas especiais que realmente se tornaram heróis na vida real.

ALOHA WANDERWELL



Aloha Wanderwell (Idris Galcia Hall Née Welsh, nascida em 13 de outubro de 1906, foi uma exploradora, autora, cineasta e aviadora canadense. Aos 16 anos, ela se tornou a primeira mulher a circum-navegar o globo, dirigindo um Ford 1918 Modelo T durante um período de cinco anos (1922–1927). No final da jornada, ela tinha viajado 500.000 milhas por 80 países.

Vida pregressa

Em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial, seu padrasto ingressou na Força Expedicionária Canadense e, após chegar à Inglaterra, foi transferido para o Exército Britânico e nomeado tenente da Infantaria Ligeira de Durham. A família (Idris, sua irmã Margaret Verner "Miki" Hall e sua mãe) o seguiram para a Europa, onde viajaram pela Inglaterra, Bélgica e França. Em junho de 1917, Herbert Hall, (seu padrasto), foi morto em combate em Ypres, Bélgica.

Durante este tempo, Idris frequentou internatos na Europa: Benedictine Soeurs du Saint-Sacrement em Courtrai, Bélgica; e Chateau Neuf em Nice, França.

 

A Corrida de Resistência

Em 1921, Walter Wanderwell, (nascido Valerian Johannes Pieczynski na Polónia) estava nas manchetes com a “Million Dollar Wager”, uma corrida de resistência à volta do mundo entre duas equipes que competiam com Ford Modelo T para ver qual equipe conseguia visitar mais países. Figura polêmica, Wanderwell foi preso nos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial sob suspeita de ser um espião alemão, mas foi libertado em 1918. Wanderwell se inspirou em seu encontro com a Liga das Nações e por volta de 1930 formou sua própria organização Work Clube Educacional Around the World ou (WAWEC).

Em 1922, quando tinha 16 anos, Aloha se candidatou a um emprego de mecânico e cineasta enquanto a equipe dirigia em 1917 os Modelos T. Depois de responder a um anúncio que dizia, "Cérebros, beleza e calças” - oferta de turnê mundial para uma jovem sortuda.... que queira participar de uma expedição... Ásia, África...", ela se encontrou com o "Capitão" Wanderwell em Paris e garantiu um lugar na expedição. Ela serviu como tradutora, motorista e cineasta da expedição, e assumiu o nome de "Aloha Wanderwell", embora Walter ainda fosse casado na época. Aloha rapidamente se tornou o rosto da expedição, que capturou suas aventuras em uma série de diários de viagem de filmes.

 

"Primeira mulher a dirigir ao redor do mundo", 1922–1927

Wanderwell se tornou a primeira mulher a dirigir ao redor do mundo, começando e terminando sua jornada em Nice, França, entre 29 de dezembro de 1922 e janeiro de 1927. Em um Ford Modelo T, Wanderwell fez a viagem como motorista, tradutor e cineasta da Wanderwell Expeditions, uma viagem automobilística ao redor do mundo liderada por Walter "Cap" Wanderwell.

Aloha, a primeira mulher a dirigir ao redor do mundo

A primeira mulher a circum-navegar o mundo em um automóvel foi Harriet White Fisher em 1909–1910, mas ela usava motorista e não dirigia sozinha.

Parcialmente patrocinada pela Ford Motor Company, a viagem à volta do mundo, ela se sustentou através de filmagens e palestras de viagens, desde África, passando pelo Oriente Médio e até à Ásia. Em Calcutá, em 1924, a viagem deles cruzou com aviões da primeira circun navegação aérea, e Aloha filmou o encontro.

​Os Wanderwell retornaram aos Estados Unidos, onde moraram em Miami em 1929 e doaram um de seus Modelo T, conhecido como Little Lizzie, para Henry Ford antes da exibição do filme Car and Camera Around the World. Em 1942, Henry Ford decidiu que Little Lizzie e 50 outros automóveis seriam desmantelados para o esforço de guerra. 

Casamento com Walter Wanderwell

Chegando aos Estados Unidos em 1925, Aloha casou-se com Walter Wanderwell em 7 de abril em Riverside, Califórnia. O casamento deles impediu o FBI de prender Wanderwell sob a Lei Mann, uma lei que proíbe o transporte de mulheres através das fronteiras estaduais para "fins imorais".

 

                                           O casal Walter e Aloha Wanderwell

Aloha deu à luz uma filha, Valri, em dezembro de 1925 e um filho, Nile, em abril de 1927. Os Wanderwell continuaram suas viagens, navegando para Cuba e África do Sul. Além de lidar com estradas em más condições, os Wanderwell também tiveram dificuldade em encontrar gasolina para seus veículos. Durante suas viagens pela África de 1926 a 1928, eles usaram bananas esmagadas como graxa e gordura de elefante como óleo de motor. A turnê global incluiu 43 países. Durante esse período, Aloha cortou o cabelo e lutou como membro da Legião Estrangeira Francesa.

​Encontro com o povo Bororó, no Brasil

Em 1930 e 1931, Aloha Wanderwell aprendeu a pilotar um hidroavião alemão, "Junker", que mais tarde pousaria em uma parte desconhecida do rio Amazonas quando os Wanderwell viajaram para o estado de Mato Grosso, no Brasil.

Aloha, a aviadora

Eles montaram acampamento na Fazenda Descalvados, em Cuiabá, e aparentemente procuravam o explorador perdido Coronel Percival Harrison Fawcett, que procurava a lendária Cidade Perdida de Z. Fizeram vários voos de hidroavião, uma vez ficando sem combustível no Paraguai. Recebendo ajuda do povo Bororó, cinegrafista da equipe filmou uma dança cerimonial, um cenário de primeiro contato com os moradores de Bororé e homens Bororós vivenciando dolorosas dores de parto. O filme mudo de 32 minutos chamado Last of the Bororós está preservado nos Arquivos de Filmes de Estudos Humanos do Instituto Smithsonian e inclui o encontro de Aloha Wanderwell com o explorador brasileiro Cândido Rondon.

Wanderwell ficou presa no Brasil por seis semanas e durante esse tempo viveu entre o povo Bororó e fez a primeira documentação cinematográfica deles.


Aloha e os guerreiros Bororó

Assassinato de Walter Wanderwell

No final de 1932, o casal comprou um iate, o Carma, de 110 pés, com a intenção de documentar em filme sua viagem aos Mares do Sul. Em 5 de dezembro de 1932, um dia antes do embarque, Walter Wanderwell foi assassinado no iate no porto perto de Long Beach, Califórnia. William James Guy, membro da expedição de 1931 à América do Sul que havia tentado um motim em uma viagem anterior, foi julgado pelo crime. Guy tinha um álibi e foi absolvido pelo júri e pelo juiz Kenny. Outro homem, Edward Eugene Fernando Montague, foi brevemente considerado suspeito, mas nunca foi acusado.

Um ano depois, Aloha casou-se com Walter Baker e continuou suas viagens, visitando mais de 80 países e seis continentes e dirigindo mais de 800.000 quilômetros em veículos Ford.

Vida posterior

Depois do casamento em 1933 na Louisiana. O casal viajou para a Nova Zelândia, Austrália, Havaí, Índia, Camboja, Wyoming (EUA) e Indochina, com Aloha mais tarde contando que foi cercado por cinco manadas de elefantes e teve que atirar para sair. Seus últimos filmes incluem To See the World by Car (1935–37), India Now e Explorers of the Purple Sage, em Technicolor, que contém a única filmagem conhecida de Desert Dust, o famoso cavalo selvagem palomino.

Aloha continuou a dar palestras e, durante esse período, escreveu um relato autobiográfico de suas viagens, Call to Adventure!, que foi publicado em 1939 e republicado em 2012. O casal se estabeleceu em Cincinnati, Ohio, onde Aloha trabalhou em radiodifusão. (Rádio WLW) e jornalismo impresso. Em 1947, ela e Baker mudaram-se para a comunidade de Lido Isle em Newport Beach, Califórnia. Aloha fez sua apresentação final para 150 familiares e convidados, com o Dr. Pete Lee, curador do Museu de História Natural de Los Angeles em 1982.

Ela morreu em 4 de junho de 1996.

Arquivos

As filmagens de Aloha Wanderwell são mantidas no Academy Film Archive na Aloha Wanderwell Baker Film Collection. O Academy Film Archive preservou muitos desses filmes, tanto de fontes de filme de 35 mm quanto de 16 mm, incluindo imagens raras das décadas de 1920 e 1930.


Expedição Walderwell ao redor do mundo

 




 




 


quinta-feira, 7 de junho de 2018

GRANDES HERÓIS DA VIDA REAL

THOMAS ALVA EDISON
Thomas Edison (1847-1931) foi um dos maiores inventores da humanidade. Sua maior invenção foi da lâmpada elétrica. Chegou a registrar um total de 1.033 patentes. É de sua autoria a frase “Um gênio se faz com um por cento de inspiração e noventa e nove de esforço”.

Thomas Alva Edison (1847-1931) nasceu em Milan, no estado de Ohio, no meio oeste americano, no dia 11 de fevereiro de 1847. Filho de um marceneiro e de uma professora, quando tinha sete anos de idade, sua família muda-se para Port Hurson, em Michigan, na região dos Grandes-Lagos. Durante três meses apenas, recebeu sua primeira educação escolar, pois era impertinente, o que não agradou o professor. Recebeu de sua mãe uma educação doméstica o que fez com que estudasse o que realmente gostava - as ciências.
Com onze anos tinha um laboratório no porão de casa. Com 12 anos, após várias experiências construiu um telégrafo rudimentar. Conseguiu um emprego de vendedor de doces e jornais no trem que fazia a linha Port Hurson-Detroit. Com o apoio do seu chefe, instalou um laboratório químico no vagão postal, onde nas horas vagas, estudava e fazia experimentos.
Em 1861, durante a guerra civil nos Estados Unidos, Edison prepara uma velha prensa (comprada por 12 dólares) e alguns rolos de papel e instala no seu vagão postal a redação, a tipografia do “Grande Arauto Ferroviário”, jornal com 400 exemplares de tiragem. Ele era o “repórter, o redator e o tipógrafo”. As notícias eram fresquinhas, obtidas junto aos telégrafos das estações por onde o trem passava.
Com 14 anos de idade Thomas Edison sofreu um acidente ao descer do trem, em movimento, que, com o tempo foi lhe tirando a audição. Em 1862 aprendeu telegrafia e logo se tornou um ótimo profissional. Construiu dois aparelhos telegráficos e se empregou como telegrafista na estação de Strattford, próximo de Port Hurson. Por dormir nas horas de menor movimento telegráfico, Tomas Edison foi demitido. Vagou pelas cidades atrás de emprego. Sem um tostão, surdo e imerso em suas reflexões sobre seus experimentos.
Em 1868 obteve sua primeira patente, por um registrador elétrico de diversas aplicações. No ano seguinte arranja trabalho na agência telegráfica da Bolsa de Valores, onde dormia no porão. Trabalhando vinte horas por dia e economizando conseguiu, em parceria com um amigo, montar uma firma de engenharia eletrotécnica. Com pouco tempo inventa um telégrafo que permite enviar diversas mensagens ao mesmo tempo. Em 1870, constrói um telégrafo para transmissão de notícias das cotações da Bolsa. Vai oferecê-lo ao presidente de uma poderosa companhia, esperando ganhar 3 mil dólares, mas recebe 40 mil.

Passada as dificuldades financeiras, Edison montou, em 1873, um grande laboratório. Patenteia uma máquina de escrever – mais tarde aproveitada pela Remington, uma tradicional empresa da industria bélica americana.
Maquina de escrever, patente de Edison, aproveitada pela empresa Remington.

Edson aperfeiçoou o microfone, o que ajudou a por em prática o telefone inventado por Graham Bell.



O aperfeiçoamento do microfone por Edison, ajudou a viabilizar o invento de Grahan Bell.

Em 1877 inventou o fonógrafo, aparelho que reproduzia o som e que evoluiu para o toca discos.


Edison inventa o fonógrafo que evolui para o toca discos.

 Em 1879 veio a invenção da lâmpada elétrica, depois de realizar 1.200 experiências.



Coube a Thomas Edison a invenção de diversos equipamentos, foram aproximadamente 1.033 patentes, entre elas: um regulador de corrente para máquinas elétricas, um distribuidor subterrâneo de energia, uma válvula, que foi a precursora das válvulas de rádio, um acumulador de energia (bateria) etc. Em 1890, Thomas Edison fundou a Edison General Eletric Company, que se tornaria um dos maiores conglomerados do mundo.
Thomas Edison faleceu em West Orange, no estado de New Jersey, Estados Unidos, em 18 de outubro de 1931. Seus restos mortais estão sepultados no Edison National Historic Site, no condado de Essex, em


“THOMAS EDISON UM DOS MAIORES INVENTORES DA HUMANIDADE, UM HERÓI DA VIDA REAL”



quinta-feira, 26 de abril de 2018

GRANDES HERÓIS DA VIDA REAL




IRINEU EVANGELISTA DE SOUSA

Irineu Evangelista de Sousa, o Visconde de Mauá, nasceu em Arroio Grande, (RGS); em 28 de Dezembro de 1813; e faleceu em Petrópolis (RJ), em 21 de Outubro de 1889, foi um comerciante, armador, industrial e banqueiro brasileiro. Ao longo de sua vida foi merecedor, por contribuição à industrialização do Brasil no período do Império (1822-1889), dos títulos nobiliárquicos primeiro de Barão de Mauá (1854) e depois de Visconde de Mauá(1874).



título nobiliárquico concedido a Irineu Evangelista de Sousa.

Foi pioneiro em várias áreas da economia do Brasil. Dentre as suas maiores realizações encontra-se a implantação da primeira fundição de ferro e estaleiro no país.


O primeiro estaleiro do país, construído por Mauá.

A construção da primeira ferrovia brasileira, a Estrada de Ferro Mauá, no atual estado do Rio de Janeiro.


Estrada de Ferro Mauá, primeira ferrovia brasileira.


 o início da exploração do rio Amazonas e afluentes, bem como o Guaíba e afluentes, no Rio Grande do Sul, com barcos a vapor.



Exploração de rios em barco a vapor.

A instalação da iluminação pública a gás na cidade do Rio de Janeiro, a criação do terceiro Banco no Brasil (o primeiro, de 1808, concretizou em 1829 a possibilidade existente em seu estatuto de se dissolver ao final de 20 anos), e a instalação do cabo submarino telegráfico entre a América do Sul e a Europa. 


Refinaria que abastecia o gás para a iluminação pública do Rio de Janeiro.


Foi o criador do terceiro banco no Brasil o “Banco Mauá”.



Instalação do primeiro cabo submarino telegráfico entre a América do Sul e Europa. 

Primeiro como barão, título recebido após construir a primeira estrada de ferro da América do Sul, e vinte anos depois, Visconde de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa é o principal representante dos primórdios do capitalismo na América do Sul, ao incorporar e adotar, no Brasil, ainda no período do Império brasileiro (1822-1889), em suas empresas, os recursos e maquinários aplicados na Europa e nos Estados Unidos no período da Revolução Industrial do século XIX. É considerado, pelos registros históricos, como o primeiro grande industrial brasileiro. Foi um dos grandes opositores da escravatura e do tráfico de escravos, entendendo que somente a partir de um comércio livre e trabalhadores libertos e com rendimentos poderia o Brasil alcançar situação de prosperidade. Todavia, somente com a Lei Áurea, de 1888, foi abolida a escravatura no Brasil, assinada pela princesa regente Isabel.
Nascido em uma família de proprietários de pequena estância de criação de gado no Rio Grande do Sul, na fronteira com a República do Uruguai, Irineu Evangelista de Sousa ascendeu socialmente pelos seus próprios méritos, estudos e iniciativa, sendo considerado um dos empreendedores mais importantes do Brasil, no século XIX, estando à frente de grandes iniciativas e obras estruturadoras relacionadas ao progresso econômico no Segundo Reinado. De início incompreendido e contestado por uma sociedade rural e escravocrata, hoje é considerado o símbolo dos empreendedores capitalistas brasileiros do século XIX. Foi precursor, no Brasil, do liberalismo econômico, defensor da abolição da escravatura, da valorização da mão-de-obra e do investimento em tecnologia. No auge da sua carreira (1860), controlava dezessete empresas localizadas em seis países: (Brasil, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Estados Unidos). No balanço consolidado das suas empresas em 1867, o valor total dos ativos foi estimado em 115 mil contos de réis (155 milhões de libras esterlinas), enquanto o orçamento do Império, no mesmo ano, contabilizava 97 mil contos de réis (97 milhões de libras esterlinas). Sua biografia ficou conhecida, principalmente, pela exposição de motivos que apresentou aos credores e ao público ao

 ter a falência do seu banco, a Casa Mauá & Cia., decretada em 1878.


Visconde de Mauá, uma das maiores figuras do período do império, no Segundo Reinado.

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