Mostrando postagens com marcador Notícias sobre o Fantasma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias sobre o Fantasma. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de outubro de 2017

NOVO DESENHO ANIMADO DO FANTASMA


Desde "Os Defensores da Terra" (1986-1987) e "Fantasma 2040" (1994-1996) que o Fantasma não tinha um desenho animado. Mas agora, estamos a menos de uma semana da estreia de uma nova animação do Fantasma, com o curta-metragem "Kid Phantom" prestes a ser exibido pela primeira vez! 

Faz apenas um mês que a produção do desenho animado Kid Phantom foi revelada ao vivo em uma convenção de quadrinhos em Brisbane (Austrália). Posteriormente, também foi divulgado no episódio 76 do Podcast X-Band, um programa de áudio em que fãs do Fantasma conversam sobre as novidades a respeito do nosso herói. Os criadores originais da série de quadrinhos estavam liderando o desenvolvimento de um desenho animado que tem como protagonista o Fantasma, quando criança.



"Kid Phantom: Dever de Casa" será apresentado durante a exibição de filmes dos graduandos do curso de animação da Griffith Film School (GFS). Essa animação é uma das 13 animações curtas na exibição. Essa obra é a adaptação da série de quadrinhos da Frew Publications "Kid Phantom", e os coordenadores da Frew Glenn Ford e Rene White estão a bordo do projeto como Produtores Executivos.




O site Chronicle Chamber (Sala das Crônicas) entrevistou o artista da revista Kid Phantom, que também é o Diretor-Supervisor do filme "Homework" (Dever de Casa), Paul Mason. O artista forneceu a seguinte sinopse do filme:

"Dever de Casa" acontece em um dia brilhante e ensolarado. Num dia assim, pode ser difícil de se concentrar na maioria das vezes. É ainda pior quando você mora nas selvas de Bangalla, e você é o herdeiro do legado do Fantasma! O jovem Kit Walker, destinado a ser o 21º Fantasma, encontra-se nesta mesma situação. Até que, em um certo momento, o chamado à aventura atrai o jovem Fantasma para a ação... mesmo que seus pais não aprovem!


Paul disse que o projeto do filme Kid Phantom é uma idéia de uma pequena animação, co-criada em parceria entre o departamento de animação da Griffith Film School (Griffith University, Southbank, QLD) e a editora Frew Publications. "Eu trouxe o conceito para a GFS com a aprovação de Glenn Ford e de Peter Moyes (Chefe de Animação da GFS). O objetivo era permitir que alunos de graduação do 3º ano da GFS Animation tivessem o acesso e a oportunidade de trabalhar em uma propriedade ligada ao setor e produção em grupo, para adicionar esse material à sua experiência, portifólio e Currículum Vitae".


Paul está extremamente orgulhoso da produção, e se os desenhos incluídos nesta página são alguma indicação, seu orgulho está bem justificado. A equipe da GFS foi denominada "Jungle Patrol" (Patrulha da Selva), e fez um trabalho incrível em pouco tempo para trazer uma animação de nível profissional de volta às selvas de Bangalla. Os alunos talentosos que trabalharam no projeto desde a pré-produção até o filme final, trouxeram à mesa suas próprias sensibilidades e habilidades, enquanto interpretavam o estilo e a direção artística dos quadrinhos do Phantom Kid.


Os detalhes das exibições da próxima semana na Griffith Film School estão abaixo. Paul e a "GFS Jungle Patrol" estão atualmente explorando opções para exibições em outros festivais em torno da Austrália também. Há esperanças de disponibilizar o filme para fãs em todo o mundo através de plataformas on-line, mas isso terá que esperar até o circuito do festival, pois muitos festivais de cinema tem requisitos de inscrição bastante rigorosos, afirmando que as obras não devem estar disponíveis on-line.

Alguns dos principais créditos incluem:


KID PHANTOM "Dever de Casa"
Escrito por: Andrew Constant e Paul Mason
Um filme da GFS Jungle Patrol
Dirigido por: Rye Elms, Jacob Mackay
Produzido por: Rye Elms, Jacob Mackay, Karis Spencer
Produtores executivos: Glenn Ford e Rene White
Diretor de Supervisão: Paul Mason
Animadores: Rye Elms, Michel Gerencir, Yael Gilbert, Jacob Mackay, Gabby Hanrahan, Eric H Lin, Ryan O'Dwyer, Alex Pracas, Karis Spencer, Juné Du Plessis

Duração: 2mins 30 segundoss

Kid Phantom: Homework será exibido três vezes durante a semana, com todos os exames a serem realizados na Griffith Film School em South Brisbane:

- Segunda-feira 30 de outubro às 19h (esgotado no momento da redação)
- Segunda-feira 30 de outubro às 8h
- Quinta-feira 2 de novembro às 17h.




Mais informações sobre o evento nas páginas do projeto.

------------------------------

Esse artigo é uma tradução da postagem que está na página The Chronicle Chamber, e é publicado aqui com a autorização do autor original.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

NOTÍCIAS SOBRE O FANTASMA

TERRY BEATTY ENCERRA SUA PARTICIPAÇÃO
NAS PRANCHAS DOMINICAIS DO FANTASMA

Terry Beaty em visita a Australia

Olá meus amigos, o mundo do nosso personagem: O Espírito que anda, vem sofrendo uma grande reviravolta, primeiro tivemos a saída de Tony De Paul dos roteiros, que fará com certeza muita falta.
Agora é a saída do desenhista Terry Beatty que por 5 anos engrandeceu a obra de Lee Falk.
O dia 7 de maio de 2017, apresentou a ultima prancha dominical desenhada por Terry Beatty, com a aventura: O fantasma, guardião da trevas orientais. 

APrancha dominical acima, é a sua contribuição final para o personagem.

Qual a razão de sua saída? A resposta é simples. Escrever e desenhar o personagem REX MORGAN (tiras diárias e pranchas dominicais) e desenhar o Fantasma nas tiras e nas pranchas dominicais; se transformou numa loucura de sete dias por semana. E depois de um ano, ele simplesmente não podia mais fazer isso. Seu cronograma de entrega estava impossivel - e as duas tiras precisavam estar algumas semanas antes de onde estavam (pelo menos) – e o acumulo estava acabando com o artista. já não tinha tempo para dedicar a sua família ou para suas próprias coisas e isso era um preço muito alto. 
Então, algo precisava ser feito – apesar de gostar muito de desenhar o Fantasma, a tira e a prancha de REX é a maior parte de sua renda - e agora responsável pelo roteiro de REX , ele está investindo nessa área de roteiros, mas infelizmente precisou deixar o Espírito que Anda. 
Terry é muito agradecido ao editor Brendan Burford, que o levou a King Features e lhe confiou as tiras do Fantasma. Agradece também ao falecido Paul Ryan por sua ajuda nos primeiros dias. Agradeceu também ao Tom Smith por suas cores nas pranchas dominicais e a todos os que colaboraram com ele nos bastidores, que o encorajou na execução destes trabalhos. Agradeço aos colegas artistas do Fantasma: Mike Manley e Graham Nolan por seu apoio e conselho ao longo do caminho. Enfim agradeceu por todos os amigos artistas que o ajudaram em algumas pranchas dominicais como: Rick Burchett, Alex Saviuk e Brandon McKinney. E um agradecimento especial ao Tony De Paul por me dar coisas tão divertidas para desenhar!
A tira o levou a muitas oportunidades maravilhosas - visitou a Austrália - conectando-se com muitos fãs fantásticos de Fantasma - e firmou a tarefa do REX MORGAN. E foi incrível chegou até a desenhar MANDRAKE! Tenho orgulho de ter sido um artista oficial do Fantasma - e também fazer parte do clube dos artista que desenharam BATMAN / FANTASMA, algo muito especial! 
Quem assumira as próximas pranchas dominicais? Terry Beatty sugeriu uma lista de bons sucessores, e a King com certeza fará uma grande escolha, Terry desejou muita boa sorte ao novo desenhista! 
Terry Beatty já arrumou suas malas e deixou a Caverna da Caveira, tendo residência de longo prazo em Glenwood. 
É uma pena vermos a sua saída, mas sabemos que nada dura para sempre. Nós, do Blog Fantasma Brasil, agradecemos a Terry e desejamos boa sorte nos seus futuros projetos.


sábado, 8 de julho de 2017

NOTÍCIAS SOBRE O FANTASMA

TONY DE PAUL DEIXA A TIRA DO FANTASMA


Olá amigos, apesar desses fatos terem ocorrido em Maio de 2017, eles são tão chocantes e causam um enorme impacto que vale a pena postarmos aqui no blog.
 Tony DePaul, escritor de longa data das tiras diárias e pranchas dominicais, desistiu da tira de quadrinhos. A última das tiras que ele escreveu, ambas as continuidades, deverão ser publicadas em algum momento entre Setembro e Dezembro deste ano.
Ele está renunciando, devido a uma disputa que começou em novembro do ano passado, quando a King Features Syndicate queria que ele assinasse um contrato. Tony tem escrito grandes aventuras do Espírito que Anda; que tiveram muito sucesso e grandes tiragens nos quadrinhos, e seria pago quando elas fossem publicadas uma ou duas vezes por ano. Isso parece uma maneira surpreendentemente casual de julgar as coisas, ele afirma que nunca teve um contrato onde poderia ficar definido o que as partes contratadas esperam um do outro, o que seguramente nunca levaria a surpresas desagradáveis como estas.
De qualquer forma, o contrato que foi oferecido a DePaul classificava todo o seu trabalho para a tira e as dominicais como trabalho free, o que tem implicações sobre o direito dos personagens criados por ele: como um trabalho free, ele não teria nenhum direito, digamos, no caso de um filme do Fantasma caso fosse usado algum personagem criado por ele. Ele fez contra-ofertas com pedidos bastante razoáveis e modestos para serem pagos pelo uso de personagens criados por ele, e não se chegou a lugar nenhum.
Em seu blog, DePaul escreve com maiores detalhes sobre a disputa e analisa alguns dos personagens que ele criou e que não serão vistos em outras aventuras do fantasma ou outro tipo de mídia devido as circunstâncias atuais. (Não sabemos se esses personagens poderão continuar a ser usados ​​nas tiras de quadrinhos). Vários deles parecem indispensáveis, particularmente o líder terrorista Chatu e a heróina marinheira, a Capitã Savarna (tanto no caso da próprias tiras ou algum filme). É difícil imaginar o universo fantasma sem eles.
Basicamente, DePaul foi informado de que, se ele quisesse continuar escrevendo a tira do fantasma, ele teria que desistir dos direitos sobre qualquer personagem ou história, tanto as já produzidas quanto para o futuro. Como você pode imaginar, isso não foi aceito pelo célebre escritor. 
Mais um terrível golpe aos criadores que deveriam receber uma remuneração merecida por seu trabalho digno, algo que acontece com muita frequência tanto nos quadrinhos como em Hollywood.

Tendo criado algumas das histórias das mais famosas nas últimas duas décadas, os fãs certamente é que ficarão prejudicados com o afastamento de De Paul. As tiras finais de sua última história estão preparadas para serem publicadas durante o Outono americano (22 de setembro a 21 de dezembro).

A morte de Diana, um dos maiores sucessos de Tony De Paul, com o personagem terrorista “Chatu” criado por De Paul

A bela e corajosa Capitã Sarvana, personagem criado por De Paul

Tira da parceria entre De paul e Mike manley

É realmente muito triste quando constatamos que os artistas e consequentemente a arte acabam prejudicados em detrimento dos interesses econômicos.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

KING FEATURES: NOVOS ARTISTAS

AS NOVIDADES SOBRE OS CRIADORES DAS HISTÓRIAS DO FANTASMA

O universo de criação das histórias do Fantasma sempre foi marcado por ser bem mais constante do que o de outros núcleos criativos (de outras editoras). A King Features (empresa detentora dos direitos de publicação do nosso personagem preferido) optou por deixar os artistas a vontade, por anos em seus cargos. Tanto é assim que o criador Lee Falk escreveu as histórias do Fantasma por nada mais do que 66 (isso mesmo! sessenta e seis) anos consecutivos. Falk foi o responsável pelos textos das histórias (diárias e dominicais), desde que ele criou o Fantasma (isso em 1936), e ele só parou em seu leito de morte, no ano de 1999. Ele também foi o primeiro desenhista do Fantasma, mas logo no primeiro mês ele passou a tarefa para um desenhista bem mais talentoso do que ele próprio, que foi o sr Ray Moore.

A arte de Ray Moore

Então vamos falar sobre os desenhistas do Fantasma. Ray Moore concluiu sua fase só em 1942, quando ele passou a bola para o sr Wilson Mc Coy , o artista que tinha sido seu assistente durante os últimos anos. Portanto, Moore foi o responsável pelos desenhos durante 6 anos. E aí, Mc Coy ficou durante muitos anos também, até o anos de 1961, o que dá o tempo de permanência no cargo de 19 anos para Mc Coy.

A arte de Wilson Mc Coy

Tanto Ray Moore, quanto Mc Coy, ambos tinham uma tarefa dupla, digamos assim. Isso porque eles desenhavam tanto as tiras diárias quanto as tiras dominicais. E o mesmo aconteceu quando o sr Sy Barry assumiu a arte das tiras, a partir de 1961. Barry se tornou o recordista de permanência no cargo, ficando até o ano de 1994, o que lhe dá 32 anos como responsável pela arte. Tudo bem que o sr Barry tinha a sua disposição uma equipe de auxiliares, mas quem respondia pelo departamento de arte era ele.

Sy Barry esteve a frente de centenas de histórias memoráveis. Vamos citar aqui a história "A Ilha dos Cães", ilustrada abaixo, que é uma história sensacional. Com a aposentadoria de Sy Barry, os artistas que assumiram no lugar dele se dividiram, sendo que as tiras diárias ficariam sob a responsabilidade de um artista, enquanto que outro desenhista cuidaria das tiras dos domingos.

A arte de Sy Barry


As tiras diárias

George Olesen e Keith Williams
Os desenhistas e arte-finalistas George Olesen e Keith Williams eram da equipe de assistentes do Barry. Eles tiveram a oportunidade de assumir a responsabilidade pela arte desde o ano de 1994 até o ano de 2005, ou seja, eles ficaram no cargo por 11 anos.

A arte de George Olessen e Keith Williams


Paul Ryan
A partir de 2005, o sr Ryan assumiu a arte das tiras diárias. Ele que já havia trabalhado na Marvel desenhando o Quasar, os Vingadores e outros, ficou até o ano passado (2016), quando infelizmente ocorreu a sua passagem (morte). Algumas histórias desenhadas pelo sr Ryan foram publicadas aqui no Brasil, nos gibis lançados pela editora Mythos.

A arte de Paul Ryan


Mike Manley
E desde o ano passado, as tiras diárias foram assumidas por Mike Manley. Sua arte nas histórias do Protetor de Bangalla ainda são inéditas por aqui, mas tem sido muito elogiadas pelos fãs que tem acompanhado pelo Facebook, ou pelo site da KFS (King Features Syndicate). Aliás, são inéditas em papel, mas os belíssimos desenhos do sr Manley podem ser vistos diariamente, aqui mesmo, no blog Fantasma Brasil.
A arte de Mike Manley


As tiras dominicais

Bill Lignante
Antes de Sy Barry assumir as tiras dominicais, teve apenas uma história do Fantasma que foi desenhada por esse genial artista, o sr Bill Lignante. E que história que ele desenhou, nada mais do que a famosa história "A Princesa Samaris", a rainha de 300 anos.

A arte de Bill Lignante

Após a aposentadoria de Barry, um artista que já trabalhava para a KFS desenhando o Mandrake, demonstrou que era grande fã do Fantasma e tinha interesse em pegar para ele essa tarefa. Estamos falando de Fred Fredericks, ele que já tinha arte-finalizado o Fantasma para um gibi da Marvel, na verdade era o gibi dos Defensores da Terra, no qual fazia parte o Fantasma, o Mandrake e o Flash Gordon, além de outros personagens. Fredericks ficou relativamente pouco tempo, apenas 5 anos (de 1994 até 1999).

A arte de Fred Fredericks


Grahan Nolan
De 2000 até 2006, as tiras que saíam aos domingos nos jornais ficaram a cargo de Grahan Nolan, que imprimiu um estilo forte nas histórias. Ele sempre se gabava de ser um dos poucos desenhistas que havia trabalhado tanto com o Batman quanto com o Fantasma, feito que até então só havia sido do sr Jim Aparo (que desenhava o Fantasma nos gibis lançados pela editora Charlton). Com a saída de Nolan, o sr Paul Ryan ficou por um tempo fazendo tanto as tiras diárias quanto as dominicais, mas isso só enquanto a KFS selecionava outro artista para fazer as tiras dos domingos. Com a saída dele, o sr Paul Ryan desenhou por alguns meses as histórias de domingo, acumulando com as tiras diárias também, assim como Sy Barry fazia. Mas foi por pouco tempo, até que a KFS achou um artista sensacional para dar continuidade ao trabalho.

A arte de Grahan Nolan


Eduardo Barreto
Esse é outro artista que só fez uma história, e que ainda por cima, infelizmente a deixou para ser completada por outro artista. Barreto era famoso por ter trabalhado na DC, onde ele desenhou as belíssimas histórias do Esquadrão Atari, entre muitas outras. E ele também nos agraciou com umas (poucas) tiras do Fantasma, nas histórias "O Nômade", e "Os Sombras de Rune Noble", mas teve sua passagem pelas histórias do Espírito que Anda abruptamente interrompidas pela sua repentina morte em 2011.

A arte de Eduardo Barreto


Terry Beatty
Beatty foi escolhido pela KFS para ser o artista das tiras dominicais em 2012. E assim, ele se tornou o 3º artista a ter em seu currículo a glória de ter trabalhado tanto com o Batman quanto com o Fantasma (após Jim Aparo e Grahan Nolan). Terry Beatty desenhou belas histórias, e teve também outro grande êxito, que foi o de ter desenhado crossovers do Fantasma com o Mandrake, já que esses dois personagens são criados por Lee Falk e raramente apareciam juntos numa mesma aventura. Mas, após 15 anos, o sr Beatty pediu a conta para a KFS. Isso porque, além do Fantasma, ele já desenhava uma outra tira (diária e dominical) de um personagem chamado Rex Morgan, e recentemente ele assumiu mais uma tarefa: a de escritor (roteirista) dessas histórias do Rex Morgan.

A arte de Terry Beatty


Jeff Weigel
Weigel é a novidade total, no que se refere aos artistas do Fantasma. Ele acabou de ser contratado pela KFS para substituir o sr Beatty. Mas não é que ele já chegou arrebentando tudo (no bom sentido). Os desenhos de Weigel, nas primeiras semanas, só mostravam os personagens coadjuvantes, com destaque para a Patrulha da Selva e seu general Worobu. Mas, que grata surpresa!! Nesse último domingo que passou (dia 11 de junho de 2017), saiu a primeira tira em que aparece o Fantasma, e eu pessoalmente (Kall), achei sensacional vezes mil. Espero que o sr Weigel também seja um dos que continue anos e anos desenhando o Phantom. Sinceramente, eu acho que Weigel tem tudo para ser um dos melhores desenhistas do Fantasma que já surgiram. Vamos acompanhar, amigos fãs do Fantasma!

A arte (sensacional!) de Jeff Weigel


Semana que vem, voltamos com mais uma notícia bombástica sobre os criadores do Fantasma. Continue acompanhando o blog do Fantasma Brasil, você não perde por esperar!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"EU SOU O CARA QUE VAI ENCONTRAR O PRÓXIMO CARA..."



Olá meus amigos seguidores do nosso blog, nesta Quinta Feira trazemos uma novidade BOMBASTICA, que está sendo divulgada em português com exclusividade graças a pesquisa do nosso amigo e colaborador Kall.
Portanto antes de lerem, sentem numa cadeira para não caírem duros de surpresa, pois a notícia é grandiosa e incrível.

“08 de outubro de 2014: A  editora Dynamite Entertainment tem o orgulho de anunciar o lançamento de um evento de quadrinhos épico que marca o 100º aniversário da King Features Syndicate, a empresa de propriedade da The Hearst Corporation. O evento comemorativo King trará, a partir de janeiro de 2015, os mais famosos heróis dos quadrinhos da história: Flash Gordon, Mandrake o Mágico, Príncipe Valente, O Fantasma, e Jim das Selvas, em cinco minisséries que constituirão um grande cross-over a ser lançado em maio. Dirigido por talentos de alto nível e com estrelas da indústria de quadrinhos, cada edição de lançamento do evento King dispõe de uma capa especial realizada pelo aclamado artista Darwyn Cooke.

As equipes criativas do evento King incluem: 
os escritores Ben Acker e Ben Blacker com o artista Lee Ferguson em Flash Gordon
o vencedor do prêmio Eisner Award Roger Langridge com o artista Jeremy Treece em Mandrake
o escritor Nate Cosby com o artista Ron Salas em Príncipe Valente; 
o escritor Brian Clevinger com o artista Brent Schoonover em O Fantasma
e o escritor Paul Tobin com o artista Sandy Jarrell na série do Jim das Selvas.

Darwyn Cooke habilmente traz um sentimento de unidade visual para os cinco diferentes conceitos do evento King, sendo o seu artista principal das capas. Com seu senso de design retro-chic, popularizado em títulos da DC, Cooke é a escolha perfeita para criar uma bela montagem nas capas de cada edição número 1 da estreia.

Além das capas de Cooke, cada edição número 1 na linha King terá duas edições com capas alternativas: uma com arte de Rob Liefeld, e outra de Ron Salas. Liefeld é um artista renomado, enquanto Salas é uma estrela em ascensão na indústria de quadrinhos. A variedade de estilos artísticos de Cooke, Liefeld e Salas, com cada estilo de capa, oferece aos fãs ainda mais oportunidades para desfrutar de coesão visual desse novo universo compartilhado.

Enquanto o evento King serve como uma celebração de um século da King Features, o evento também marca a primeira aventura em que Lothar - aliado de longa data de Mandrake - atua como personagem principal, dessa vez em seu disfarce como o novo Fantasma, um papel que ele já havia interpretado em 2014 após a conclusão de Kings Watch, a aclamada série escrita por Jeff Parker, com arte de Marc Laming. Finalmente tomando os holofotes que o personagem a tanto tempo merecia, Lothar herda o legado de Espírito que Anda, como o mais recente em uma linha de implacáveis protetores da selva.


Flash Gordon número 1, por Ben Acker, Ben Blacker, e Lee Ferguson, vê o herói arquetípico do espaço (e precursor de personagens como Luke Skywalker de Star Wars, e o Senhor das Estrelas, dos Guardiões da Galáxia) envolvido em um ataque cósmico e uma vez mais ao lado de Dale Arden e do Dr. Zarkov - na mira do tirano Ming, o Impiedoso. Como sempre, Flash Gordon prova ser qualquer coisa, mas "apenas um homem."

O co-escritor Ben Acker diz: "Nós amamos escrever aventuras espaciais maiores que a vida, tanto que ao conseguir fazer personagens especiais como Flash Gordon, a gente se sente recompensado por todo este tipo de história em torno deles. Você olha para o que Davies fez com Dr Who ou no James Bond de Daniel Craig - e você tem que ser fiel ao que veio antes, mas ao mesmo tempo, as histórias e personagens precisam também ser renovadas e contemporâneas. Esta encarnação do Flash é tudo sobre energia ilimitada e da capacidade para combater o bom combate, enquanto que nesta encarnação de Ming é tão incisiva, institucionalmente maligna, que uma guerra cósmica entre eles parece inevitável para mim."


Mandrake o Mágico número 1, por Roger Langridge e Jeremy Treece, coloca em um show épico em todos os cantos, com o clássico mágico de palco, com seus truques de mão e sua verdadeira magia para combater a ameaça de feiticeiros e demônios.

Roger Langridge diz: "Com a tira de jornal Mandrake terminando o ano passado e entrando em reprises, eu estou feliz pelo fato do Mandrake ter encontrado uma casa nas revistas de histórias em quadrinhos, onde suas aventuras podem continuar, agora em painéis consideravelmente maiores. O que eu penso do Mandrake é que ele é uma ótima opção: ele tem uma carreira como mágico do entretenimento, que é um tema que parece se manter no topo. E ainda mais, quando eu costumava ler Mandrake, quando eu era uma criança, eu sempre suspeitava de que ele tinha poderes muito maiores do que mero hipnotismo e ele estava constantemente se contendo. Talvez esses poderes o assustavam! E agora, é um grande privilégio para mim, de ser autorizado a continuar contando as aventuras de Mandrake. Estou tomando o cuidado de não contradizer as histórias clássicas, ao mesmo tempo mantendo-o moderno e acessível a novos leitores. Quero que esta versão do Mandrake seja para todos os seus fãs, novos e antigos, mantendo o que se passou antes e com a construção de novos conceitos em cima dele. Nós estamos olhando para a frente ao explorar alguns desses poderes, e talvez descobriremos o motivo pelo qual ele não gosta de usá-los - e o que acontece quando ele os usa."

O artista Jeremy Treece diz: "Trabalhar em uma propriedade histórica e exuberante como Mandrake, é uma oportunidade incrível. Você tem um personagem que gerou muitos personagens semelhantes nos meios de comunicação de quadrinhos, como Zatara, o Doutor Estranho, entre outros. Como ilustrador, eu suponho que qualquer artista gostaria de fazer parte de uma série como essa. Sem mencionar os personagens secundários fortes como Lothar, Narda, ou seu inimigo, o Cobra! Minhas esperanças são de que se poderia explorar o mundo do Mandrake até mesmo fora das histórias em quadrinhos, em programas de rádio, e seriados. Podemos realmente colocar um novo olhar sobre os personagens, e eu espero que os fiéis seguidores também possam desfrutar desse universo maravilhoso."


Príncipe Valente Número 1, por Nate Cosby e Ron Salas, traz a estréia desse personagem da King Features para o meio dos quadrinhos. Um herói arturiano que se atreve a qualquer aventura, o Príncipe Valente vai colocar-lhe cara a cara com feiticeiros, cavaleiros rivais, e uma mudança inesperada no tempo.

Nate Cosby diz: "O Príncipe Valente ousará qualquer aventura. Nossa opinião sobre Val é que ele é um cara talentoso e jovem com energia ilimitada e sede de vida... mas ele é um estranho, um proscrito. Ele não parece enquadrar-se como um cavaleiro, por isso a sua vida é uma busca incessante para encontrar o seu verdadeiro propósito."

"Meu amor pelo Príncipe Valente decorre, principalmente, da arte", diz o artista Ron Salas. "O trabalho de Hal Foster em O Príncipe Valente é imenso - de trabalho de personagens, lutas emocionantes e cenas de batalha, para vistas incríveis de cadeias de montanhas, florestas e pântanos, para grandes castelos imponentes da época de Arthur. Esse foi o trabalho de Foster e dos artistas que o seguiram - e é o que me inspira e me intimida, e me obriga a fazer o meu melhor trabalho, pelo qual eu sou incrivelmente honrado de estar seguindo os seus passos em meu próprio caminho, forjando um Príncipe Valente do meu próprio tempo."


O Fantasma Número 1, de Brian Clevinger e Brent Schoonover, reintroduz o audaz aventureiro Lothar em sua nova roupagem, como O Espírito Que Anda. Veremos como ele explora o direito de primogenitura de uma linhagem heróica - não por seu sangue, mas pelo ato heróico.

O escritor Brian Clevinger diz: "Eu acho que é ótimo que Lothar venha a ser o Fantasma. Este cara não tem conexão direta com o legado, mas ele o respeita, e ele é o melhor cara interessado em mantê-lo. A perspectiva deste forasteiro nos faz questionar o que que significa ser o Fantasma e nos permite brincar com o que significa a sua antiga herança, nesse nosso século 21."

Quanto ao enredo de O Fantasma, Clevinger explica: "É a primeira vez em 200 anos que a indústria em todo o mundo parou. Poderes velhos são deslocados, os novos estão em ascensão. A ganância e a crueldade estão em toda parte. E Lothar vai estar lutando contra pessoas que sabem mais sobre O Fantasma do que ele mesmo. Mas eu acho que ele é inteligente o suficiente para usar isso contra eles. Nós também vamos trazer de volta os pigmeus Bandar e veremos como eles foram influenciados pelo Fantasma, desde que ajudaram a criar esse mito, há 500 anos."

"Estou muito animado para trabalhar com o Fantasma. As revistas dele foram uma das minhas primeiras introduções às histórias em quadrinhos, quando eu era criança", diz o artista Brent Schoonover. "Ele sempre esteve em minha lista especial de personagens que eu gostaria de desenhar oficialmente. Assim, não só vou desenhar o personagem, mas também vou trabalhar em algo progressivo (ou seja, Lothar tomando o manto de um dos maiores super-heróis da história), e isto é uma verdadeira honra. Mal posso esperar para que as pessoas estejam procurando nas lojas pela nova revista do Fantasma."


Jim da Selva Número 1, por Paul Tobin e Sandy Jarrell, convida os leitores a conhecer um guerreiro que é tanto uma força da natureza como a própria floresta ao seu redor. Um caçador com habilidades enigmáticas, sua primeira edição promete uma origem sobrenatural para a apreciação do leitor, bem como eventos da vinda de extraterrestres e uma ameaça não natural vinda de uma variedade dos símios.

"Eu sinto que com o Jim das Selvas, eu finalmente estou cumprindo o meu legado", diz o escritor Paul Tobin. "Ainda melhor, fazer parte do tesouro da King Features Syndicate me coloca solidamente em um universo de aventura incrível, e para adicionar a ele, jogando o Jim das Selvas no planeta Arboria, e colocando-o contra Ming, o Impiedoso e algumas outras surpresas mais. Felizmente, os leitores vão descobrir que Jim das Selvas tem algumas surpresas de sua própria autoria, e que ele faz jus ao seu nome mais do que nunca ".

O artista Sandy Jarrell diz: "Eu comprei a minha primeira história em quadrinhos da King quando eu tinha cinco anos, e estou muito feliz de estar trabalhando em uma agora. Eu já estreei com o material da King, pela primeira vez em Flash Gordon número 5 e agora mais uma vez, com o Jim das Selvas. A história escrita por Paul é muito divertida - eu começo a desenhar a selva do planeta Arboria, animais, homens-animais, mulheres azuis, e Jim, de diversas maneiras, na verdade. É só você esperar..."

"Este é verdadeiramente um evento que levou 100 anos para chegar, mas podemos seguramente dizer - o mais expansivo cross-over da King Features de todos. E estamos orgulhosos de ser a editora que traz tudo isso para os fãs", diz o presidente e editor da Dynamite Nick Barrucci. "Este evento trará novíssimas aventuras para estes grandes heróis!"

Nota do editor:
Esse artigo foi elaborado a partir da tradução da notícia escrita por Brett Branco, que foi publicada no site Comic Book Resources. A página original pode ser vista nesse link.  As imagens foram obtidas no site da editora Dynamite, nesse link. A tradução e adaptação desse artigo foi feita por Kall. O título que eu dei a esse artigo (Todos saúdem a King Features Syndicate!) vem do nome do evento que a editora Dynamite fez no twitter, com a hashtag "#AllHail", ou "All Hail The King", que significa algo como "Todos saúdem o Rei". Através desse evento, a Dynamite soltou imagens aos poucos, as capas sem os títulos, e só com as sombras, e depois as capas, e finalmente a notícia completa, além de algumas outras informações que eles disponibilizam pelas redes sociais.

É isso aí meus amigos, quem viver verá este grande evento em 2015.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

ÚLTIMAS NOTÍCIAS! NOVA REVISTA DO FANTASMA PELA HERMES PRESS!

Últimas notícias, exclusivas, diretamente dos escritórios da HP (Hermes Press), coletadas por Ivan Pederson, administrador do site IPComics.

A editora Hermes vai publicar uma novíssima série de quadrinhos do Fantasma, sob o comando do escritor Peter David e do artista Sal Velluto.

O Fantasma volta às histórias em quadrinhos pela Hermes Press! A partir de setembro, a Hermes vai lançar uma mini-série em seis partes, totalmente nova, com o clássico Espírito que Anda, dirigido pelo escritor top de linha, Peter David, e com arte do veterano e extraordinário desenhista do Fantasma Sal Velluto.

O editor Daniel Herman, da Hermes comentou: "Quando pedimos à King Features que nos permitisse construir sobre os mitos do Fantasma, deixamos claro que queríamos expandir o cânon de uma das maiores lendas de quadrinhos, abraçando o personagem e sua história, e construindo sobre ele. Queremos criar novas histórias, que seriam motivo de orgulho para Lee Falk!" Herman disse também que Peter David foi a escolha óbvia, pois ele é um fã bem conhecido do personagem e entende todos os seus mitos. Em suas palavras: "David escreve para o mercado de histórias em quadrinhos a mais de 25 anos, bem como para a televisão e para o cinema. Ele está atualmente mais do que qualificado para criar um arco da história que os fãs não vão querer perder."

Peter David destacou: "Eu tenho sido um grande fã do Fantasma por anos, e já tive a oportunidade de trabalhar com ele para a DC há muitos anos. Estou muito feliz que Daniel procurou por mim para essa série. Eu estou tendo a oportunidade de produzir uma história na qual eu já venho pensando, literalmente a uns 20 anos. Estou muito ansioso para ver os desenhos do Sal e colocar o livro a venda logo, para todos os fãs."

Velluto também está trabalhando duro para elaborar a arte para a edição número 1. "Esta será uma história clássica, que vai atrair os fãs e aqueles que apreciam as aventuras do Fantasma", comentou ele.

A edição número 1 poderá ser solicitada pelas lojas distribuidoras em agosto e chegará às lojas de quadrinhos ostentando duas capas com desenhos de Velluto, e também com variantes dos experientes artistas Alex Saviuk eGraham Nolan. Um cartaz especialmente criado por Velluto também será lançado na San Diego Comic-Con, um grande evento de divulgação de quadrinhos, para marcar a nova série.

"Nos últimos cinco anos, a Hermes Press publicou reimpressões de quadrinhos clássicos de Lee Falk, em conjunto com uma série de reimpressões das editoras Gold Key, Charlton e King. Agora teremos a oportunidade de aumentar o material com histórias em quadrinhos originais", disse Daniel Herman, acrescentando: "Nós não poderíamos estar mais animados e acho que os fãs também estarão.



sábado, 22 de dezembro de 2012

NOTÍCIAS SOBRE O FANTASMA


Entrevista com Claes Reimerthi

Poucas pessoas que acompanham efetivamente as aventuras do Fantasma hoje em dia podem desconhecer o grande roteirista Claes Reimerthi.
Claes Reimerethi é, depois de Lee Falk, de longe, o escritor mais produtivo que já trabalhou com o personagem. A maioria de sua obra tem sido para Semic e Egmont, mas Claes também escreveu aventuras para a King Features para ser publicado nas tiras diárias do jornal do Fantasma após o falecimento de Falk, o que fez por vários anos antes de finalmente retornar a se concentrar exclusivamente em histórias do Fantasma para Egmont. Ele também é responsável por aquela que é, de longe, a mais longa história de fantasma de todos os tempos, o épico: O Coração das Trevas, e hoje é encarregado de escrever a maioria das histórias novas que estão focadas na evolução do Fantasma e seu mundo. Claes gentilmente tirou um tempo de uma agenda muito ocupada para responder a perguntas para o blog Chronicle Chamber sobre o futuro do Fantasma e sua carreira até agora:
CC = Chronicle Chamber
CR = Claes Reimerthi

CC: Nas duas histórias recentes sobre a vida de Dogai Singh é revelado que ele sobreviveu à tentativa de assassinato por Khermet Singh. Que planos você tem para Dogai no futuro?

CR: Honestamente, eu não tenho ideia. Pode soar estranho, mas é assim que é. Desde o Fantasma Ano Um e a contagem regressiva das cinco partes finais, onde o Fantasma acredita que sua família e o círculo de seus conhecidos correm o risco de serem eliminados, já trabalhei em um conjunto de histórias que se seguem as perguntas que se originou lá, que é a intenção de gradualmente modernizar o conceito do Fantasma. Entre outras coisas, que vai desde o presidente Luaga, Patrulha da Selva, Lubanga e o papel dos piratas Singh no futuro da série. Temos de fazer uma comparação dessas histórias para o que chamamos de "aventuras-chave" durante o período Lubanga início dos anos noventa, o que significa histórias que influenciam no conceito da série. Tem sido devido a razões diferentes que eu escrevi todas essas histórias.
Mas mesmo assim eu não vou ficar preso em apenas escrever histórias deste tipo, eu vou escrever outros tipos também, por exemplo aventuras históricas. Isto significa que existe um intervalo de tempo relativamente longo entre cada episódio neste lote. Uma vez por ano eu participo de um seminário sobre o Fantasma junto com Ulf Granberg e Hans Lindahl, onde traçamos as diretrizes para a produção do próximo ano. Então eu tento entrar em duas ou três destas "aventuras chave" na programação. A programação 2012-2013 agora está quase feita, e não há mais "aventuras chave" na programação. Mas, em um curto espaço de tempo, chega a hora de um novo seminário, e depois vou ter a oportunidade de começar a ponderar a continuação. Até então eu não estou simplesmente muito certo.


CC: Sandal Singh foi recentemente eleito Presidente da Bengalla, e este é apenas um dos muitos eventos que contribuíram para tornar o mundo do Fantasma muito mais perigoso e inseguro. Quais os planos que a equipe Fantomen  tem para essa nova situação? Podemos esperar algo como o da era Lubanga, ou você está planejando algo totalmente novo?

CR: O período de Lubanga caracterizou-se por muitos episódios - não apenas "aventuras chave" - circulando ao redor de Lubanga e Bengalla com problemáticas domésticas e políticas. Eu pensei em um tempo incrivelmente dinâmico e emocionante para a série, mas depois de um tempo as circunstancias mostraram um povo bastante envolvido nos problemas políticos internos; e Lubanga acabou sendo vitima da irritação do povo que reagiu com greves, mas nunca o convenceu para  lutar defendendo o lado do bem. Assim, uma conclusão se pode tirar disso é que uma taxa de 2-4 de novas "aventuras chave" por ano é mais aceitável. É claro, por exemplo, o facto de que é o presidente Sandal Singh também ser utilizado em outros relatos durante o ano, mas o conceito deve ser rígido para não me sentir preso da maneira que aconteceu durante o período Lubanga.
Ao mesmo tempo, estou confiante de que deve haver um elemento de ameaça no tema da série, que sempre vai gerar coisas acontecendo que traz mudanças às vidas dos personagens. Tanto para criar incerteza sobre o que vai acontecer, e para fazer dos quadrinhos uma leitura interessante. Não deve acontecer coisas que vão sempre ter consequências na vida dos personagens. O Universo do Fantasma foi estático demais durante muitos anos. E além disso é mais divertido escrever uma história em quadrinhos que está constantemente sob transformações do que aquele que apenas repete a mesma fórmula sempre e onde tudo o que acontece na série é esquecido pela próxima edição. Mas é uma questão importante sobre de como fazer a série ser mais crível e mais realista.

CC: Uma questão muito popular entre os fãs que discutir quem vai se tornar o Fantasma 22° Fantasma e se o 21° iria morrer no final. Um tempo atrás, um boato foi espalhado que os editores tinham planos sérios sobre contar histórias sobre o 22º Fantasma, sem necessariamente matar o 21° Fantasma. Qual é a sua opinião sobre isso, será que ainda veremos histórias com o 22° Fantasma, Kit ou Heloise, ou a morte do 21°?

CR: Esta é uma pergunta muito difícil de responder. Aqueles que reivindicam mudanças nos conceitos estabelecidos da série, onde o Fantasma precisa morrer para ser substituído pela próxima geração. Isso está correto, mas ao mesmo tempo é um fato que Lee Falk nunca deu nenhum passo com relação ao 21° Fantasma. Algo que foi razoavelmente justificado muito antes por Falk foi a questão de média de vida dos Fantasmas. E simplesmente um dos casos muito diferentes foi o do que o 17° Fantasma. Minha percepção pessoal é que a morte do 21° Fantasma traria mudanças tão grandes que ele não seria mais a mesma história em quadrinhos.
É verdade que tem sido discutido sobre fazer aventuras com o 22° Fantasma sem matar o 21°. Mas até agora as discussões principalmente se mantinham em um nível comum como uma possibilidade imaginável. Pessoalmente considero esta uma boa forma de testar o poder de realização do 22° Fantasma, como não é, então, a possibilidade de recuar se o resultado de uma forma ou outra, não corresponder às expectativas. Todas as coisas consideradas de bom grado ver mais experimentações com o conceito real. Eu mesmo já contribuí com várias dessas experiências nos últimos anos.


CC: Você tem a liberdade de trabalhar dentro do tempo histórico nas suas histórias favoritas do Fantasma como os outros escritores?

Gosto de escrever as histórias do Fantasma em vários períodos do tempo. Mas a temática preferida que aparece na minha mente são do período dos castelos normandos. Há outras histórias que também gostei (e já faz um bom número de anos desde que eu as li pela última vez), muitas das histórias de Janne Lundstöm dos anos setenta. Foram histórias de Janne, em um grau muito maior do que Lee Falk, que me inspiraram para me tornar um escritor de aventuras do Fantasma.

CC: A adaptação do filme 1996 Fantasma, estrelado por Billy Zane continua a ser uma matéria constante de discussões entre os fãs. O que você acha do filme?

CR: Ele não me causou uma forte impressão. Em primeiro lugar, o filme apresentou altos e baixos. Boas cenas foram misturadas com cenas embaraçosamente ruins.


CC: Você parece escrever a maioria das histórias sobre a evolução do Fantasma e Bengalla. Se lhe fosse dado carta branca, como e em que grau você desenvolveria a série? Existem certos elementos dos quadrinhos que você sente necessidade de modernização / mudança?

CR: Como mencionei anteriormente, e talvez em primeiro lugar Hans Lindahl que determinadamente lutou para mudar e desenvolver o conceito (e quem tem a oportunidade de exercer influência sobre esse ponto). Pode-se dizer que temos levado essa modernização em relação ao período de Lubanga, que ofereceu várias oportunidades para remexer em torno da série. Foi muito triste para mim voltar ao Fantasma, antigo estático em 1997 e ver hoje todas as alterações gravadas distantes. Luaga tornou-se presidente novamente, mesmo o túnel para o cofre na sede da Patrulha da Selva foi recriado. Quero dizer que, as modernizações são imprescindíveis para que a série possa sobreviver, então ela precisa seguir novos caminhos. E em primeiro lugar os personagens têm de acompanhar os novos
 tempos.
Eu tenho muita liberdade quando se trata de desenvolver as histórias que é, naturalmente, uma forte razão pela qual eu goste tanto de faze-la. Eu posso criar “minhas” histórias e escrever o tipo de aventura que me interessa. Como mencionei anteriormente, a maioria das ideias para novas histórias são apresentadas nos seminários do Fantasma. O nosso editor Ulf Granberg é o que dá a palavra final e decide se uma ideia deve ou não ser realizada. Mas nós (Ulf, Hans e eu) temos uma sintonia tão grande que, após todos estes anos de trabalho juntos; temos ideias e pensamentos muito similares. Ulf está aberto para mudanças e disposto a ouvir todas as sugestões essa disposição dele nos ajuda muito. Ele sempre acolhe uma boa ideia, ele tende a recebê-la sem protestos e também completá-la com suas próprias sugestões e ideias.
Você pode dizer que agora eu de alguma forma consegui as mudanças que eu considerava mais necessárias. Luaga está desaparecido desde que deixou a presidência (para o bem, e isto foi uma decisão minha!). E os Singh tem um novo líder interessante, que é tão carismático como Dogai, enquanto a pirataria está em processo de se submeter a uma atualização na década de 2000 com o lançamento de Singh Inc. Luaga deve obter um novo papel mais a frente, mas o maior problema é Diana, que absolutamente não tem qualquer papel a se trabalhar na série. E eu não estou muito certo sobre o papel da Patrulha da Selva também. (Quando se trata de Diana Hans Lindahl é de outra opinião e tem, eu acho que, certas ideias para o futuro) Por outro lado não vejo qualquer necessidade súbita de fazer qualquer coisa com a "ordem de sucessão" na Caverna da Caveira.


 CC: O Fantasma é um personagem que parece ser muito rico para um escritor, mas em contraste com outras figuras de quadrinhos ele não evoluiu tanto assim ao longo dos anos. Quais são seus pensamentos sobre o Fantasma como um personagem? Há algum lado de sua personalidade que você gostaria que tivesse sido diferente?

CR: O Fantasma é um herói clássico num grau que ele francamente perde traços de personalidade. Ele é apenas silencioso, heróico e abnegado. Fiz algumas tentativas para penetrar no "por trás da máscara" durante o tempo das aventuras com Lubanga refletindo seus pensamentos com a ajuda dos chamados monólogos internos, mas não funcionou muito bem. Temos que aceitar que o Fantasma é um personagem com precipícios inalteráveis que tudo na série gira em torno disso, mas que as mudanças, psicologicamente e assim por diante, em primeiro lugar influencia os personagens em torno dele. O mito simplesmente ofusca o ser humano.

CC: Será que o personagem Kigalia Lubanga aparecerá na série novamente, ou ele acabou se regenerando?

CR: Esta é uma questão interessante. Considerando o papel bastante estático do Fantasma (veja acima) os vilões que o desafiam são extremamente importantes para dar um colorido na série. Vilões, como Lubanga ou Dogai, são literalmente de valor inestimável para a série. Ao mesmo tempo, é difícil criar vilões deste calibre. É, por este motivo, que os escritores sempre hesitam em "desligar" esses personagens com a ideia da regeneração deles: essa atitude acaba trazendo um vazio nos quadrinhos, que fica pior sem eles. Ao mesmo tempo, há por parte dos leitores (mesmo que eles também amem um bom vilão) uma certa impaciência, que eu descrevi acima. Em algum momento o bandido tem que pagar por seus vilanias! Suas violações não podem ficar impunes para sempre, pois isso atrapalha o nosso senso de justiça. E como escritor, chega o momento em que nos sentimos tentados a tomar essa última etapa crucial, se não para qualquer outra coisa, então para aumentar a intensidade e mostrar que as lutas que o Fantasma está lutando são mortais, graves e implicam em risco de vida. E então, acaba em um círculo onde o mal "morte presumida" do bandido é alterada com os seus ressurgimentos constantes. Ambos Lubanga e Dogai são exemplos disso. Posso dizer que quando Dogai encontrou seu destino em "As caveiras de cristal" o meu pensamento era que ele realmente deveria morrer para o bem. Mas mais uma vez ele é um personagem tão bom que eu caí em tentação e poupa-lo novamente. Quando se trata de passagem Lubanga, meu pensamento era o contrário: este foi um caso típico de "morte presumida". Mas como eu vejo agora, eu me pergunto se nós, apesar de tudo, não deveriamos deixá-lo permanecer morto, para a credibilidade da série. Mas eu não posso jurar que não irei em algum momento no futuro cair na tentação de faze-lo ressurgir novamente. Como disse Oscar Wilde: "A melhor maneira de se livrar de uma tentação é se apaixonar por ela" (citado livremente a partir da memória). Ele é sem duvida uma figura utilizável.

CC: Você já teve alguma ideia para novas histórias que foram rejeitadas simplesmente porque eram muito controversas, ou você normalmente tem autorização para contar as histórias que você deseja?

Não, não que eu me lembre de alguma história rejeitada por esse motivo. A ocasião mais comum é que geralmente elas simplesmente não são boas o suficiente. Eu afirmo que tenho uma liberdade artística muito grande para evoluir a série de acordo com minha própria vontade.


CC: Nas histórias sobre Dogai Singh temos uma nova aparência para Kabai Singh, de Lee Falk  da
primeira história do Fantasma, além de uma visão de Sala, a aviadora. É de interesse em usar personagens de organizações criminosas (tais como Hydra) das histórias de Falk em novas aventuras?

CR: A utilização de personagens como Kabai Singh e Sala, é simplesmente porque eles são uma parte estabelecida do mito Fantasma. Não posso afirmar que não tenho nenhuma ligação pessoal com esses personagens que me faz pensar em ideias para histórias em que eles são apresentados. Geralmente, eles sempre são lembrados no universo do Fantasma por isso seu reaparecimento em muitas ocasiões, sem falar da suposição de que eu sinto que posso fazer algo interessante com eles. Pode-se olhar para eles como peões que estão prontos, sem sair do jogo de Xadrez. Mas as organizações criminosas com a Hydra, provavelmente, não irão ressurgir em qualquer uma das minhas histórias. Ela é uma organização muito cruel e anônima; sua característica principal é o fato de que ela é composta por um grande número de agências. Ela não tem todo o flash de energia e originalidade de, por exemplo, dos Singh e os abutres. No caso dos abutres sua especialidade principal é atacar os mais fracos e indefesos, isso os torna inimigos perfeitos para o Fantasma. Eles realmente devem receber mais atenção na série. Nós podemos trabalhar em novas histórias muito boas sem a Hydra.

CC: A última parte dos fins de série com um Cliff hanger real, então eu só tenho que perguntar: Você está planejando uma continuação para a trilogia sobre o Cruzado Fantasma?

É claro que eu pretendo continuar a explorar as histórias passadas da família do Fantasma. Elas são, na verdade, as histórias que sinto mais entusiasmado no momento presente. Mas vai se arrastar um pouco antes que toda a névoa de mistério espalhada se dissipe para chegarmos nas coisas principais e  começar sua explicação final. Agora segue uma trilogia que tem lugar na antiguidade de Roma e Palestina. Então eu tenho duas trilogias adicionais planejadas. Onde e quando eles ocorrem não posso revelar ainda, mas estou realmente ansioso para começar a escrevê-las. Espero que a realização destas trilogias sejam uma vez por ano. Os leitores parecem ter gostado da trilogia da Cruzada do Fantasma, então espero começar a jogar mais com este conceito outro momento.


CC: Qual das suas próprias histórias você está mais satisfeito?

CR: é difícil dar uma boa resposta para isso. Com quase 200 roteiros do Fantasma, confesso que esqueci completamente algumas histórias que eu escrevi. Há algumas histórias que eu gostaria de nunca ter escrito, mas são poucas, e então há uma série de histórias que, por alguma razão "destacam-se" um pouco mais, mas isso pode ser devido a muitas razões diferentes. Deixo para os leitores a decisão de quais histórias que eles gostam ou não. O artista do Pato Donald: Don Rosa disse que para cada história que ele faz há aqueles que pensam que é o melhor que ele já fez, enquanto outros pensam que foi a pior. E a maioria das avaliações acaba em algum lugar na escala entre esses extremos. Essa também é a minha experiência. Isso faz com que pense nesta adversidade e me mantenho sóbrio em prosperidade.

CC: O planejamento de novas histórias consiste no resultado das convenções onde você, Ulf Granberg e Hans Lindahl participam. Que critério que você pensa usar num futuro distante para planejar novas histórias?

CR: No início, tínhamos dois seminários por ano, mas agora estamos satisfeitos com apenas, uma vez por ano. Nesta reunião traçamos as diretrizes para a produção de cerca de um ano.


CC: Você escreveu a maior história de fantasma de todos os tempos, O Coração das Trevas. Já teve planos para publicar esta série em uma edição de colecionador? E tem sido discutido que fazer outro desses folhetins que são publicadas sobre vários problemas no futuro?

Há muito que esperava ver Coração das Trevas numa coletânea, porque acho que o arco iria funcionar melhor como uma narrativa contínua. É claro que há pelo menos uma quantidade razoável de leitores que desejam a mesma coisa, como eu comecei a aprender que é o arco com mais frequência as pessoas pedem uma reimpressão nas Crônicas suecas do Fantasma (nota do entrevistador: um livro em preto e branco quadrinhos com as reimpressões mais antigas das histórias de fantasma). Seria o suficiente, quem sabe esse nosso desejo seja realizado já este ano se tudo correr de acordo com os planos. Uma reedição de todo o Coração das Trevas com uma edição de fato planejada no Outono e será executada ao longo de quatro edições de As Crônicas do Fantasma. O pensamento é, aliás, que as quarto edições e a última deverão ser preenchidas com um episódio inteiramente recém-desenhada que amarra a trama de Coração das Trevas. Isso para preencher a edição final. Atualmente, estou lendo todo o coração das Trevas para encontrar um ângulo para uma história. Por isso, vamos esperar e torcer, de modo que esses planos não sejam cancelados.

CC: Você está atualmente trabalhando em outros roteiros que não estão relacionados com o Fantasma?

CR: Eu escrevo cerca de oito a nove roteiros do Fantasma por ano. Além disso, eu escrevo roteiros de humor para uma série sueca: além de fazer traduções para o pessoal do Pato Donald (eu tenho, por exemplo, traduzido cerca de dois terços dos textos para a edição sueca da prestigiada série: As Obras completa de Carl Barks que tem 30 volumes). Além de escrever uma série de artigos do Fantasma e prefácios para os volumes do Pato Donald. Durante meu tempo livre eu trabalho em um livro juvenil, uma fantasia romanceada que é chamada Myrddin (acabo de terminar a edição da primeira metade do livro e, em alguns dias vou enviar para a editora), e com o texto de um livro sobre a história dos quadrinhos suecos (história em quadrinhos é um dos meus grandes campos de interesse) que está previsto para ser publicado pela Serie främjandet (nota do entrevistador: A Associação Livro sueco Quadrinhos). Myrrdin eu fiz por pura especulação - Eu não tenho contrato com o livro ainda – e a história em quadrinhos é um trabalho que muito me agrada.

CC: E finalmente, a pergunta obrigatória: O que te inspira como escritor?

Tudo o que eu vejo, ouço e leio me servem de inspiração. Assisto a muitos filmes, leio muitos quadrinhos e pilhas de livros de ficção e de outros assuntos. Pode-se dizer, que quando não estou escrevendo, eu estou lendo. Eu não tenho tempo para outras coisas. Há, portanto, ideias surgindo o tempo todo e, ocasionalmente, onde você menos espera - tanto material de fundo e impulsos para temas, enredos e personagens.

Fonte: blog Chronicle Chamber -  Por Paul Jonassen











Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...