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segunda-feira, 13 de junho de 2016

GRANDES ILUSTRADORES DO FANTASMA - XIII

MIKE MANLEY, O NOVO DESENHISTA DAS TIRAS DO FANTASMA


Olá amigos do Blog Fantasma Brasil, hoje Segunda-Feira teremos uma postagem "Especial", onde iremos falar de um grande ilustrador que após a morte repentina de Paul Ryan, que durante muitos anos ilustrou as tiras e as páginas dominicais do Fantasma, deixou seu legado que deverá ser seguido por esse grande artista que foi contratado pela King Features Syndicate Inc.

Mas quem é Mike (Michael) Manley? O blog Fantasma Brasil trouxe um pouco da história deste grande artista.

"Michael ("Mike") Manley

“Michael ( "Mike") Manley (nascido em 19 de outubro de 1961) é um artista americano, notável como desenhista de quadrinhos: tanto como arte-finalista e como desenhista. Manley atualmente desenha duas tiras de quadrinhos para as distribuidoras (syndicate): Juiz Parker e  Fantasma. Ele é também  o co-criador junto aos escritores Danny Fingeroth e Tom DeFalco do personagem da Marvel Comics: Darkhawk em 1991.



Página Dominical Judge Parker

Manley nasceu em Detroit, Michigan. Manley, cujo avô era um artista comercial, diz que sempre gostou de quadrinhos e desenhos animados. Manley cita que, desde criança tinha a consciência de que poderia ganhar a vida com desenho. Ele também ficou impressionado quando assistiu o programa, The Wonderful World of Disney, mostrando os artistas que trabalham nos bastidores das animações.
Em sua juventude em Michigan, Manley visitava uma loja de quadrinhos todos os dias depois da escola, e se tornou um colecionador sério e leitor. Foi na sua adolescia que Manley decidiu que queria ser um artista de quadrinhos ou animador ou ilustrador.
"Frank Frazetta parecia ser capaz de fazer tudo, e foi ele que me serviu de inspiração, disse Manley.
Um curso de arte comercial na escola em Ann Arbor permitiu a Manley montar um book, o que levou ao seu início na ilustração comercial aos quinze anos. Aos vinte e um anos, Manley começou a trabalhar para o Detroit Metro Times como diretor de arte. Dois anos depois, ele teve seu primeiro trabalho nos quadrinhos na DC Comics.


Capa de Darkhawk # 1. Arte de Mike Manley.


Manley tem trabalhado para as grandes editoras como Marvel Comics, DC Comics e Dark Horse Comics. Manley desenhou a série Darkhawk até a metade do tempo em qur foi publicada. Ele também contribuiu para outros títulos de quadrinhos, como Batman, Quasar, Capitão América, a Marvel Universe, e O Poder de Shazam! Sua extensa bibliografia em quadrinhos inclui um grande número de edições de pequenas tiragens e capas trabalhando em uma grande variedade de títulos.
Em sua estada na série Batman, Manley foi um dos artistas do Batman # 500, em que o personagem Azrael substituiu Bruce Wayne como Batman. Ele desenhou a série durante o "Fim dos Cavaleiros", Hora Zero, e Crise no Tempo.
Em 1995, Manley fundou a Acção Planet Inc. como um lugar para publicar suas próprias histórias em quadrinhos e ideias, começando com a antologia de Acction Planet Comics, com o seu personagem Monsterman. No início de 1996 ele fundou ActionPlanet.com, que tem crescido chegando a ser premiado por quadrinhos na web on-line, como Girl Patrol.



Monsterman de da Acction Planet Inc.

Em 2007, enquanto trabalhava principalmente como professor de arte, Manley ilustrou uma nova história do agente secreto Corrigan para a editora sueca Egmont.

ilustrador de livros

Concomitante com o seu tempo na Marvel Comics, entre 1985-1990, Manley ilustrado livros infantis que utilizam personagens licenciados. Para a editora Macmillan, ele ilustrou livros em suas séries Raggedy Ann e Andy. Para Livros de Ouro e editora Western ele trabalhou em vários álbuns infantis de diversão e atividades, como: Barbie, He-Man, Capitão Energia, Tiny Toons, Ghost Busters e os Muppets.
Em 1989 Manley trabalhou para West End Games em livros de jogos de role-playing em linha de Star Wars.

artista de animação

Em 1996 Manley se mudou para o campo da animação, primeiro trabalhando como artista de storyboard no desenho animado Superman for Kids  para a Waner Brthers. Seu primeiro episódio com Lobo foi intitulado "The Main Man". Manley passou a fazer storyboards para Batman, desenhos de fundo sobre Batman Beyond e fazia parte da equipe de artistas que produziu The New Batman / Superman Adventures.
Manley continuou a produzir storyboards como artista freelancer em desenhos animados da TV, como Samurai Jack (receber um crédito da escrita), Kim Possible, The Legend of Tarzan, Os Padrinhos Mágicos, The Venture Brothers, CREEPIE, e The Secret Saturdays. Outros projectos incluídos Spy the Groove para MTV de Spawn para a HBO, e da ABC Um sábado de manhã, e Clerks: The Animated Series, baseado no filme de Kevin Smith. Manley, em seguida, mudou-se para a Warner Brothers., trabalhando como designer de personagens.

Professor de artes

Enquanto trabalhava em ambos os quadrinhos e animação, Manley na criação e edição e desenhos! Magazine, o dobro Eisner-nomeado "How-to" revista publicada pela editora  TwoMorrows . A revista apresenta tutoriais e artigos sobre artistas que trabalham em quadrinhos, desenhos animados e animação. Manley também co-produziu um how-to DVD junto com Danny Fingeroth, Como criar roteiros de quadrinhos para Imprimir, distribuído pela editora Two Morrows.
Em 2000, Manley começou uma nova carreira como professor de arte. Ele ensinou no departamento de animação no Delaware College of Art and Design (DCAD) até 2009 e se tornou um professor da Universidade das Artes, na Filadélfia. Manley, em seguida, matriculou-se na academia de Pensilvânia de Belas Artes, terminando o sua formação em pintura; e assim concluiu caminho seu mestrado.

Artista de Quadrinhos

Em 2010, Manley foi contratado como artista na tira diária: Judge Parker, para as quatro semanas a partir de março 15, devido à doença em curso do artista regular de Eduardo Barreto, antes de se tornar artista regulares da tira em 2011; o consórcio realizou um "two-man tryout" com Manley oferecendo o trabalho a tempo integral ao longo John Heebnik após Manley ter produzido a segunda semana de arte para a tira. Manley e Heebink se conheciam desde o colégio. Manley desenha as tiras para todos os sete dias da semana.
No final de março de 2016, foi anunciado que Manley iria suceder Paul Ryan, (que acabou morrendo de forma inesperada), como artista do Fantasma, nas tiras diárias. O trabalho de Manley começou com a tira datada de 30 de maio de 2016 (as páginas dominicais continuam a ser produzidas pelo desenhista, Terry Beatty) Manley observou que ele e Paul Ryan estão listados em um pequeno grupo seleto de notáveis artistas reconhecidos profissionalmente, com personagens importantes como Batman e o Fantasma. São eles:  Jim Aparo, Terry Beatty, Don Newton, Carmine Infantino (como ghost de Sy Barry), Joe Giella (como ghost de Bob Kane) e Graham Nolan.”

Como podemos verificar o nosso grande herói está novamente em ótimas mãos, e desejamos todo o sucesso a Mike Manley, e que ele possa trabalhar muitos anos com o “Espírito que Anda.”

Em breve traremos como foi a impressão de Mike Manley em seu inicio com as tiras do Fantasma.




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

GRANDES ILUSTRADORES DO FANTASMA - XII

Olá amigos do Blog Fantasma Brasil, hoje sexta-feira teremos uma postagem "muito Especial", onde iremos falar de um grande ilustrador que muito contribuiu para a divulgação do maior fenômeno dos quadrinhos mundiais: "O Fantasma" aqui no Brasil.
Queremos agradecer ao amigo "Ayres" do blog "Mundo Quadrinhos" que nos ajudou com material para este artigo.

WALMIR AMARAL

Não seria possível falar dos grandes ilustradores da obra de Lee Falk: “O Fantasma”, sem citar um grande ilustrador “brasileiro” que ilustrou muitas histórias do “Espírito que Anda”; e criou centenas de capas para as revistas do Fantasma da RGE “Rio Gráfica e Editorial” a atual editora Globo.
Walmir Amaral de Oliveira é carioca nascido no bairro do Méir exatamente no Lins no mês de dezembro de 1939. Walmir aprendeu a desenhar sozinho, desde criança fazia suas histórias na calçada de casa e quando as pessoas passavam contava as histórias, demonstrando talento desde muito cedo.
O gosto pelo desenho certamente veio dos quadrinhos naquela época era leitor de “O Gibi” e do “Globo Juvenil”, e ainda criança já se ligava aos detalhes dos desenhos como: revolver, pistóla, sela de cavalo, vestimenta dos cowboys...

“Gibi Mensal” e “O Globo Juvenil” que inspiraram Walmir Amaral a se tornar ilustrador

Foi nesse período da guerra (anos 40) que Walmir teve contato com o Fantasma que saia na revista “Globo Juvenil” começou a gostar de quadrinhos e começou a desenhar. Aos 17 anos Walmir foi fazer o serviço militar, e acabou conhecendo uma moça que era secretária de um funcionário importante da Editora Rio Gráfica e desta forma Walmir teve a oportunidade de passar do amadorismo para o profissionalismo através de um emprego que conseguiu na editora Rio Gráfica.
Walmir Amaral foi fazer um teste com o chefe do departamento de desenho da editora, um argentino chamado “Aires” e acabou sendo aprovado, sua primeira atividade foi trabalhar completando os desenhos, ou seja pegar os originais americanos tirar as legendas e montar nos gabaritos das revistas da Rio Gráfica. Depois que o texto em português era aplicado era necessário completar as parte do desenho que ficavam cortadas; Walmir ficou por três meses como ajudante realizando este trabalho.
Junto a Walmir trabalharam grandes nomes do quadrinho nacional como: Gutemberg Monteiro, Flávio Colin, Benício e Milton Sardella, que faziam as capas e desenhos. "Eu olhava para o trabalho deles e achava que também poderia desenhar. Não falei nada a ninguém e um dia desenhei uma história do personagem “Cavaleiro Negro” de dez páginas" (Walmir Amaral).

O Cavaleiro Negro no traço de Walmir Amaral

Naturalmente o inicio do trabalho de Walmir Amaral com o personagem “O Fantasma” foi produzindo as capas para a revista da Rio Gráfica, e foram centenas de capas. De todas as capas produzidas por Walmir duas foram as suas preferidas, uma delas de um antigo almanaque e a outra que ele criou para a edição de capa dura do “Casamento do Fantasma”.
Capa da edição especial do Fantasma um dos trabalhos preferidos por Walmir Amaral

Em meados dos anos 80 Walmir montou uma equipe para produzir histórias brasileiras do Fantasma e convidou para fazer parte da equipe: Wanderley (Mayhé), Adalto Silva e depois devido ao grande número de títulos vieram Julio Shimamoto e Antonio Nomobono.
Na década de 70 as revistas do Fantasma vendiam muito e por conta disso a editora Rio Gráfica Editorial aproveitou o momento e muito títulos surgiram: “Fantasma Quinzenal”, “Fantasma Mensal”, “Fantasma Extra”, Almanaques e etc, por mês chegou a ser lançado cinco ou seis títulos.
O material original vinha dos Estados Unidos na forma de tiras que eram publicadas nos jornais e depois eram montadas nos gabaritos da editora, só que não havia material para abastecer todos os títulos; por isso Walmir começou a escrever roteiros e desenhar e isso em 15 dias num ritmo alucinante que a situação exigia, Walmir era o único que escrevia as histórias que ele mesmo desenhava. Neste mesmo período Walmir Amaral começou a escrever e desenhar a revista do personagem “O Anjo” que Flávio Colin tinha deixado para trás, tendo que adaptar os roteiros enormes das histórias que vinham dos programas de rádio do qual o personagem tinha sido adaptado.

“Anjo” título escrito e desenhado por Walmir Amaral

As histórias do Fantasma produzidas por Walmir foram publicadas na Suécia havia um intercâmbio com as histórias que eles produziam, inicialmente eram poucas as histórias suecas, depois com a redução de pessoal da redação do Fantasma do norte da Europa outras histórias apareceram em nossas revistas vindas da Holanda, Bélgica e Dinamarca.

Edição suéca com capa produzida por Walmir Amaral

Na época em que ainda trabalhava na RGE, Walmir teve a oportunidade de conhecer Lee Falk que estava em São Paulo, nesta ocasião o roteirista José Menezes apresentou uma revista do Fantasma desenhada por Walmir Amaral, e Lee Falk elogiou dizendo que as ilustrações do Fantasma estavam muito bonitas.
Walmir sempre apreciou ilustrar as histórias do Fantasma, porque o personagem possibilitava um universo fantástico de ambientação, ora na selva outras na cidade, e os temas ligados a magia também eram muito bem aceitos. 

Foram inúmeras e belíssimas as capas produzidas por Walmir Amaral para o “Fantasma”

Alem de trabalhar para a revista do Fantasma Walmir Amaral produziu belas capas para outras publicações da Editora: foram revistas de Cowboy, Kripta, Mandrake.

Atualmente Walmir Amaral trabalha ilustrando livros didáticos para a rede de escolas CCAA, Walmir se sente frustrado por não poder desenhar quadrinhos, e como os livros ilustrados por ele são vendidos no exterior não pode nem usar seu próprio nome, nos EUA é conhecido por: Willian Armstrong Oliver e na Europa por: Waldez Amarillo.
Walmir se sente desiludido e não tem vontade de desenhar mais o Fantasma ou qualquer história em quadrinhos, pois essa atividade tomou muito tempo de sua vida, admite que ganhou dinheiro com essa atividade, mas hoje em dia a profissão é muito mal paga, e as revistas em quadrinhos hoje em dia não vendem.
Agora produzir álbuns de luxo como na Europa onde o artista pode criar um personagem, colorir sozinho, controlar todas as etapas de produção, isso sim gostaria de fazer.
No ano de 1997, Walmir Amaral foi premiado e teve reconhecido o seu trabalho quando recebeu o troféu “Angelo Agostini”, a premiação mais importante dos quadrinhos no Brasil; e pode sentir todo o carinho de seus admiradores, quando um número imenso de leitores mais velhos lhe pediam para autografar revistas do Fantasma e do Cavaleiro Negro que foram desenhadas por ele ; essa situação foi motivo de grande alegria para Walmir.
Com respeito aos quadrinhos atuais Walmir não aprecia o estilo de hoje com um quadrinho sobre o outro e os fundos muito cheios de detalhes causando uma poluição visual muito grande que ele não aprecia.
O Blog Fantasma Brasil quer render sua homenagem a este grande artista que com sua arte acabou enriquecendo muito a obra de Lee Falk aqui no Brasil. Sua arte jamais será esquecida e através dos recursos midiáticos hoje disponíveis será preservada e por muito tempo apreciada na grande rede mundial dos computadores.

Pinturas de Walmir Amaral que foram utilizadas como capas de edições especiais do “Fantasma”

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

GRANDES ILUSTRADORES DO FANTASMA - XI

Olá meus amigos, finalmente a Sexta Feira, fim de semana chegando, e Sexta é dia de postagem "Especial", onde falamos dos grandes mestres da ilustração que trabalharam nesta grande criação mundial dos quadrinhos: O FANTASMA.
Hoje iremos tratar a respeito da carreira de um grande artista que além de desenhar foi também um grande pintor...
Oferecemos esta postagem a todos os seguidores que acompanham esse nosso trabalho e em especial ao nosso amigo José de Queiroz Filho  lá de Salvador que aprecia nossas crônicas a respeito destes grandes artistas.

DON NEWTON



Don Newton nasceu no dia 12 de Novembro de 1934 em St. Charles, na Virginia, aos 4 anos foi diagnosticado com Asma e para que Don tivesse melhores condições de saúde a família Newton mudou-se para o Arizona.
Até meados de 1960, Don Newton ensinou arte em Phoenix, trabalhou inicialmente para a “Associação de Quadrinhos de Ficção Cientifica” (SFCA) e tornou-se o desenhista das publicações da associação entre 1968 a 1973 produzindo mais de duas duzias de capas para a revista; “Rocket Blast/Comic Collector “ (RBCC) além de trabalhar para mais de 100 fanzines.





Vários números da Revista Rocket Blast da “SFCA” ilustradas por Don Newton







Alguns dos muitos “fanzines” confeccionados por Don Newton


Outro trabalho importante de Newton foram as tiras diárias: “A Terra Selvagem”.


Tiras diárias de Don Newton “A Terra Selvagem”

Don Newton tentou por vários anos entrar na “editora DC Comics” e na “editora Marvel Comics”, mas a distancia por morar no estado do Arizona dificultou para que isso ocorresse.
Por esse motivo Newton enviou alguns trabalhos para duas editoras: “editora Nicola Cuti” e “editora Charlton Comics”; onde teve seu primeiro trabalho profissional publicado.
O primeiro trabalho de Newton apareceu na revista “Ghostly Haunts” # 18 em março de 1964, e posteriomente iria trabalhar nas revistas de terror da Charlton por um ano e meio além de desenhar as revistas Don Newton iria se destacar pelas maravilhosas pinturas que realizou e que eram utilizadas para as capas das revistas e romances.


Vários títulos nos quais Don Newton trabalhou na editora Charton Comics


Mas, Don Newton ficou muito conhecido por seu trabalho em: O Fantasma, Aquaman e Batman. Trabalhou também no Capitão Marvel e família personagem de C.C .Beck.
Em Outubro 1975, saiu a primeira edição desenhada por Newton do Fantasma, # 67, ele executou a parte de lápis, a arte final de toda a sua obra na revista do Fantasma e fornecia as pinturas maravilhosas para as capas de cada edição.
Uma das histórias mais famosas do Fantasma desenhada por Newton, foi uma em que um antepassado do Fantasma encontra Benjamin Fralklin no ano de 1776, cuja capa tem uma bela pintura de Newton mostrando o Fantasma da época com uma espada em uma das mãos e uma pistola de pederneira na outra; tendo ao fundo esfumaçado uma bandeira esfarrapada de 13 estrelas referindo-se a época da Declaração da Indepêndencia.


As maravilhosas pinturas de Don Newton que se transformaram em capas da revista

Capas produzidas a partir das pinturas de Don Newton


A Famosa capa da história do Fantasma de 1776 da Declaração da Independência

Outro trabalho para Charlton foi uma revista clássica que trazia a vida dos astros de Hollywood como: Hamphey Bogart, Lauren Bacall, Sydney Greenstreet, Peter Lorre e Claude Rains.
A verdade é que Don Newton sempre víra a editora Charlton como um trampolim para conseguir trabalhar na editora Marvel Comics. Ele conseguiu e teve uma passagem pela Marvel trabalhando na revista : “Os Defensores”, “Kung Fu”, além de fazer capas para a “Espada Selvagem de Conan”, e “Ghost Rider”.

Mais tarde foi trabalhar na editora DC Comics onde fez a parte de lápis das tiras de “Aquaman” com arte final de “Dan Adkins”.

Tiras diárias de Aquaman ilustradas por Don Newton


Um dos sonhos de Don Newton ao longo de sua carreira era um dia poder desenhar o personagem “Capitão Marvel” e seu desejo se realizou em 1978 quando a DC Comics adquiriu os direitos do personagem e ele foi contratado como o novo desenhista para o título: “Shazan”. Nesta ocasião Newton escreveu aos amigos para descrever a emoção que estava sentindo, e trabalhou no título até 1982.


O grande sonho de Don Newton realizado: desenhar o Capitão Marvel para o título “Shazan”

Don Newton ilustrou um dos personagens principais da DC Comics: "Batman" e iniciou seu trabalho no # 305 e desenhou 79 histórias de Batman ou membros da família Batman.



Em 1979 retornou a Marvel Comics para desenhar o “Capitão America”, mas como o título estava com o desenhista canadense John Byrne, foi desenhar “Os Vingadores”, e teve “Joe Rubistein” como seu arte-finalista durante todo esse trabalho.



Em 1981 Newton voltou para a Dc Comics devido a uma proposta financeira irrecusável, onde trabalhou na revista: “Lanterna Verde” em 1982 e na revista “Tropa dos Lanternas Verde”



Don Newton veio a falecer em 19 de Agosto de 1984 em decorrência de um ataque cardíaco, depois de sofrer por meses de uma doença da garganta. 

A este grande artista as nossas homenagens, pelo seu talento e pela sua contribuição nesta grande obra do quadrinhos mundiais: “O FANTASMA”.

Ilustração do Fantasma feita para a revista "RBCC" (Rocket Blast/Comic Collector)
 




















sexta-feira, 26 de novembro de 2010

GRANDES ILUSTRADORES DO FANTASMA - X

Olá amigos finalmente a Sexta Feira, mais uma semana de dever cumprido e ficamos na espectativa de mais um fim de semana de descanso para curtir descansar e recarregarmos as baterias.

Iremos tratar neste artigo a respeito de um dos mais extraordinários ilustradores norte-americanos de todos os tempos que também contribuiu grandemente para a obra de Lee Falk, sem nunca ter trabalhado com ele.
Esse ilustrador foi um dos poucos artistas nos quadrinhos “maintream” da época a fazer, desenho, arte-final e letras dos balões de suas histórias.

JIM APARO
James (Jim) Aparo nasceu em 24 de Agosto de 1932 começou a desenhar desde criança e praticou copiando os quadrinhos da época cresceu desenhando o Superman, Batman, Capitão Marvel Jr. de MC Raboy, que achava muito bonito, Alex Raymand, Milton Caniff, era admirador de todos esses artistas.
Depois que terminou o colégial trabalhou em fábricas como estoquista, como balconista e todos os tipos de trabalho. E sempre praticando desenho durante a noite sozinho quando tinha tempo.
Jim Aparo foi um artista “auto didata” e estudou apenas um semestre na “Hartford Art School” para se aperfeiçoar em anatômia.
Foi ai que começou a sua carreira na área da publicidade em West Hartford, Connecticut; foi nesta agência de publicidade que fazia o layout a lápis dos trabalhos, e sempre quando era necessário usar alguma letra fantasia era ele mesmo que se encarregava disso, sempre foi fascinádo por letras. Jim atuou por pouco tempo na publicidade até entrar na industria dos quadrinhos.
Foi numa das férias de verão quando não tinha dinheiro para viajar para lugar algum, Jim e a esposa tinham acabado de comprar uma casa e tinham três filhos; apesar de todas essas adversidades momentâneas de sua vida, decidiu mudar para a área de quadrinhos, procurou a editora “Charlton Comics” que ficava a mais ou menos uma hora de distância de onde morava.
Levou amostras de todo o seu material para “Dick Giodano” e mostrou o que era capaz de fazer. Ele gostou do material e lhe deu um um roteiro para ilustrar.
Jim fez os desenhos a lápis, a arte final e as letras da primeira página do que seria o seu primeiro trabalho, ligou para Dick disse que tinha feito a primeira página e que morava a pouco mais de uma hora da editora e que poderia ir para mostrar-lhe. Ao ver o trabalho Dick Girdano adorou pediu que Jim Aparo terminasse o trabalho e o contratou.
Aqueles eram  tempos dificieis ganhava-se muito pouco a Charlton pagava US$ 15 por página completa com desenho à lápis e arte final e letras dos balões e mesmo que pagasse US$20 ou US$ 25 ainda seria muito pouco dinheiro por tanto trabalho, e Jim trabalhou nestas condições por mais de um ano. “Eles trabalhavam com originais grandes e eu pedi a Dick se não poderia trabalhar com o tamanho de 10 X 15 e Dick me autorizou” (Jim Aparo).
Em 1960 Jim Aparo iniciou suas atividades para a editora Charlton Comics, trabalhando em vários gêneros: faroeste, ficção cientifica, romance, mistério, terror e suspense e até super-heróis, ilustrando o Fantasma de Lee Falk.




Jim Aparo trabalhou em todos os gêneros: faroeste, romance, mistério, terror e super-herói (Fantasma).

Jim Aparo já tinha trabalhado com Michael Fleicher com o personagem “ Spetro” na agência: “West Hartford” em Connecticut.

Jim Aparo trabalhou com o personagem “Spetro”



A origem do Fantasma ilustrada por Jim Aparo



“O Fantasma em Shang-ri-lá” texto de Dick Wood ilustrado por Jim Aparo

“O Faraó Fantasma” texto de Dick Wood e ilustrações de Jim Aparo

É interessante que Aparo trabalhou com o Fantasma; sem nunca ter tido contato com seu autor Lee Falk, pois na época o personagem foi licenciado para a Charlton Comics. A Charlton Comics publicou histórias memoráveis do Fantasma no formato “comic book” (revista) com roteiros de Dick Wood e Steve Skeates, que foram muito apreciadas pelos fãs do Fantasma. Na opinião de Jim Aparo a melhor história que ele ilustrou foi “O Rio que Nunca Acaba” com roteiro de Steve Skeates.
A detentora dos direitos do Fantasma, a “King Features Syndicate” nunca interferiu nas publicações do Fantasma pela Chalton Comics, a única exigência era que seguissem o estilo das tiras feitas por Sy Barry.
Dick Giordano havia se transferido para a editora “DC Comics”, e fez uma oferta irrecusável para Jim Aparo: “Você gostaria de ir trabalhar comigo na editora “DC Comics”? A resposta de Jim Aparo foi que “Sim” mas como ficaria a sua situação com a editora Charlton Comics?”
Dick propôs a Jim Aparo que fizesse um acordo com a Charlton, que ele iria para a DC Comics, mas que poderia continuar a colaborar com a editora Chalton, e assim foi feito. Jim começou a trabalhar na DC ilustrando o título “Aquaman” e ao mesmo tempo colaborava com a revista do “Fantasma”, pois ambas eram bi-mestrais e Jim intercalava as duas revistas e ele pode cumprir seu acordo com a Charlton sem problemas.

“Aquaman” um dos primeiros trabalhos na “DC Comics”

“Phantom Strange (Vingador Fantasma)” primeiros trabalhos de Jim Aparo na DC


Na DC Comics começou uma nova etapa da carreira de Jim Aparo que o levaria ao auge como ilustrador. Ficou muito conhecido ilustrando “Aquaman”, “Phantom Strange (Vingador Fantasma)” e coordenou a estréia da revista “The Brave and the Bold” (O Bravo e o Aldaz)” estrelada por Batman e um herói convidado trabalhando até 1980 nesta revista.

Revista “Brave and The Bold” com Jim Aparo desenhando na prancheta 
"Adventure Comics” título em que Jim Aparo colaborou por muito tempo

“Batman and the Outsiders” título co-criado por Jim Aparo

“Batman” título que Jim Aparo trabalhou por muitos anos


“Detective Comics” Jim Aparo atuou em vários números deste título


Foi o co-criador do título “Batman and the Outsiders (Batman e os Renegados)” até passar para as revistas: “Batman” e “Detective Comics” dois dos maiores títulos da editora juntamente. Jim trabalhou ainda na revista “Adventures Comics” titulo importante da DC Comics. Em 1992 Jim Aparo trabalhou no título “Green Arrow (Arqueiro Verde)” num período em que a revista estava no auge.
Na revista “Batman”, Jim Aparo se destacou por ter ilustrado uma das mais importantes histórias: “Death in the Family” (A morte de Robin)”.

“A Morte de Robin”, o trabalho mais famoso de Jim Aparo


Jim Aparo tinha a característica de ter um controle completo sobre sua obra, e mais tarde quando foi trabalhar na DC Comics eles trabalhavam no sistema de ter profissionais para cada etapa da produção, desenhistas para fazer o lápis, arte finalistas para cobrir os desenhos com nankin e letristas, tudo visando acelerar a produção dos quadrinhos e Jim precisou se adaptar ao novo sistema, “estas são pequenas coisas que você tem que lidar quando se trabalha com outras pessoas” (Jim Aparo). Sua filosofia era de que: “quando é você que está realizando um trabalho não tem ninguém para se culpar se o trabalho saiu bom ou não” (Jim Aparo).
Jim Aparo faleceu em 26 de Julho de 2005 aos 72 anos, deixou a esposa Julieann, três filhos, quatro netos e dois bisnetos; rendemos nossas homenagens a este grande artista que colaborou com a obra de Lee Falk.













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