quarta-feira, 14 de setembro de 2011

GRANDES CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS MUNDIAIS

BRICK BRADFORD

Brick Bradford surgiu em 1933 pelo talento do escritor William Ritt e do ilustrador Clarence Gray e consolidaram o que viria a ser a grande tradição de viajantes do tempo e do espaço iniciado com Buck Rogers (1929) e Flash Gordon (1933).

O escritor William Ritt que criou o personagem e escreveu as histórias de Brick Bradford

O Ilustrador Clarence Gray que desenhou as histórias de Brick Bradford

Brick Bradford começou sua jornada no formato de tiras diárias de jornal (uma das maneiras mais comuns de se iniciar um personagem na Era da Platina). Originalmente as tiras eram distribuídas pela “Central Press Associaty”, uma pequena subsidiária da King Features Syndicate o que fazia com que as suas aventuras fossem publicadas somente em pequenos jornais de cidades do interior.
Mas um diferencial em suas histórias foi fundamental para dar uma guinada em sua carreira. Ao contrário das histórias de seus antecessores, as de Brick não ocorriam somente no espaço, mas também incluíam viagens no tempo, mundos subatômicos, robôs e etc. E essa diversidade fez com que rapidamente Brick chegasse aos grandes jornais da época.

Tira diária de Brick Bradford

Em 1935, como resultado do seu sucesso, as aventuras de Brick começaram a aparecer nas páginas de domingo (onde as tiras semanais tinham mais espaço e eram em cores).

Página dominical onde Brick ganhou mais espaço nos jornais


Em 1937, aparece nas aventuras de Brick um aparelho que se tornaria uma de suas marcas registradas: a maquina do tempo chamada “Top Time” (aqui no Brasil chamada de Pião do Tempo). Apesar de parecer um Balão de metal, seu conceito abriu um leque de possibilidades para diferentes histórias e ela foi utilizada em suas tiras durante décadas.

Na página acima a famosa “Top Time” a maquina do tempo que possibilitava um grande leque de histórias diferentes

Em 1936 a “King Comics” fez o primeiro Comic Book (formato de revista) com Brick Bradford (na verdade era uma compilação das tiras de jornal). Depois disso a editora “Ace Comics” reeditou as tiras de 1947- 1949. Em 1960 a King Comics publicou a primeira e única história de Brick feita originalmente para comic book (formato de revista), que foi publicada nas páginas finais das revistas do Fantasma e Mandrake, o mágico.







Revistas de Brick Bradford

Como todo personagem de sucesso dos anos 40, Brick Bradford também estreou uma série de cinema (15 capítulos), estrelado por Kane Richmond, produzido pela Columbia Pictures em 1947.

Seriado da Columbia com Brick Bradford em 1947

Willian Ritt trabalhou nas tiras de Brick até o fim da década 1940. Em 1952, Paul Norris (que trabalhava na King Features em Jim das Selvas) assumiu a tira diária.

Tira diária de Brick Bradford ilustrada por Paul Norris


Quando Clarence Gray morreu, em 1956, Norris começou a fazer também as páginas dominicais.

Paul Norris que substituiu Clarence Gray

Norris aposentou em 1987, com a sua saída veio também o fim de Brick Bradford, a ultima tira diária foi publicada em 25 de Abril de 1987 e as dominicais duas semanas depois.


O Fantasma Brasil orgulhosamente trás para seus amigos seguidores, uma das melhores histórias da grande dupla William Ritt e Clarence Gray: “Viagem ao Interior de uma Moeda”.
Para conhecer esta grande obra é só clicar no link abaixo da capa e boa leitura.
Postagem original: Guia EBAL







segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SCAN - O ASSASSINO DO CIRCO

Olá amigos obrigado por visitar o nosso blog. Estamos começando mais uma semana neste mês de Setembro que já está chegando a metade, o ano está voando.
Para inciar bem esta semana o FB nos trás mais uma edição do "Espírito que Anda", com duas empolgantes aventuras.
Na primeira nosso herói acaba participando de um circo, para descobrir um "serial killer" que assassina os chefes de polícia das cidades visitadas pelo circo.
Na segunda aventura, o Fantasma precisa salvar uma pedra preciosa que irá se transformar na "Estrela de Bangala".
Mas, chega de conversa, e baixe este arquivo para curtir estas duas incriveis aventuras do Fantasma.




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CURIOSIDADES SOBRE O FANTASMA

AS ÚLTIMAS HISTÓRIAS DO FANTASMA ESCRITAS POR 
LEE FALK


Lee Falk morreu de pneumonia em um Hospital de New York no sábado, 13 de março um pouco antes de seu 88° aniversário.
Ele tinha começado uma tira diária e uma página dominical  pouco tempo antes de sua morte, e após a sua morte, ambas foram concluídas por sua esposa Elizabeth, a quem ele tinha ditado parte de ambos os roteiros.
A página dominical inacabada intitulada: “Os Seqüestradores” (na publicação da editora australiana Frew) - Lee pretendia que o título fosse: "Tanya") que começou a ser distribuída em 21 de fevereiro e as tiras diárias inacabadas foram: “Terror na Opera”, que começou a ser distribuída em 13 de Março.
“Os Seqüestradores” (21/02/1999  15/08/1999) e  “Terror na Opera” (15/03/1999 -10/07/1999) as duas aventuras apareceram na revista Phantom # 1239 da editora Frew, Terror na Ópera foi 159ª história de Lee nas páginas dominicais.

Edição # 1239 da revista Phantom da editora australiana Frew que publicou as duas ultimas histórias escritas por Lee Falk

Antes de ser impedido pela doença, Lee Falk tinha transferido a responsabilidade dos roteiros das tiras de Mandrake o Mágico para seu colaborador e velho amigo Fred Fredericks.

Mandrake o Mágico mesmo antes da morte de Lee Falk passou a ter os roteiros escritos por Fred Fredericks

Ai esta meus amigos seguidores do Fantasma Brasil mais um fato interessante que é mostrado pelas Curiosidades sobre o Fantasma e a obra de Lee Falk.





quinta-feira, 8 de setembro de 2011

WALLPAPERS DA SEMANA

Capa da revista "Mundo de Aventuras" que era publicada em Portugal, uma homenagem do FB a todos os nossos amigos seguidores de Portugal e em especial ao "Lufisipico"

Ilustração da releitura de uma cena famosa do Fantasma desenhada por Wilson McCoy, realizada magistralmente por Sal Velluto

Funny Phantom - uma batalha inusitada e improvável


Ilustração criada para capa do Almanaque do Fantasma # 5

Já imaginaram um crossover com um confronto entre o Fantasma e Batman?

Pinup da nossa querida Diana pelo mestre Sy Barry


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SCAN - GRANDES CLÁSSICOS DOS QUADRINHOS MUNDIAIS

Bom Feriado para todos (hoje comemoramos a Independência do Brasil), e obrigado por visitarem nosso blog.
Temos recebido inumeros pedidos para continuarmos a postar aventuras das grandes obras dos Quadrinhos mundiais.
Como o desejo de nossos amigos e seguidores são para nós uma ordem ai vai mais uma edição de um Clássico.
Para baixar é só clicar no link e curtir o feriado.
Abraço a todos.
Creditos desta postagem: Quadrinhos Antigos.




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

SCAN - O JOGO DE XADREZ RUSSO

Olá amigos do FB desejamos a todos um bom inicio de semana.
E para "turbinar" a semana trazemos uma edição do Fantasma com duas grandes histórias: a primeira traz uma aventura do nosso herói na Russia.
A segunda aventura mostra a trama dos feiticeiros para manter suas crendices lutando contra o progresso do homem que avança de forma inevitavel.
Para baixar é só clicar no link abaixo da capa e curtir,e deixem seus comentários.




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CURIOSIDADES SOBRE O FANTASMA

O Fantasma vive na África ou na Ásia?
“Le Fantome du Bengale” como é conhecido o Fantasma na França


A localização geográfica do país onde o Fantasma vive sempre intrigou muitos de seus leitores. Afinal, o Fantasma vive num país da África ou da Ásia? Inicialmente, Falk  ambientou as aventuras do Fantasma no golfo de Bengala, uma região da Índia, então sob domínio britânico. Na segunda aventura do Fantasma, Falk escreveu que o Fantasma vivia na “costa de Bengala” (Bengal no original em inglês), na Birmânia, então uma possessão britânica no sudeste asiático. Apesar da ambientação asiática, as aventuras apresentavam elementos que remetiam mais ao continente africano, tais como a tribo dos pigmeus Bandar, que protegem o esconderijo do Fantasma de quaisquer intrusos com suas setas envenenadas.
As primeiras aventuras do Fantasma ocorreram na Birmânia sob o domínio britânico no sudeste asiático

Na clássica história: O Fantasma vai à guerra, publicada durante a Segunda Guerra Mundial, o herói lidera um movimento de resistência contra a invasão japonesa em “Bengali” (repare na mudança de grafia). Esse fato reforça a localização geográfica do país do Fantasma em algum lugar da Ásia ou mesmo da Oceania, pois o expansionismo japonês ocorreu em territórios desses dois continentes. Segundo alguns estudiosos, Falk sempre foi ambíguo em relação à localização geográfica do país do Fantasma, que estaria situado em alguma região imaginária entre a África e a Ásia. Isso ajuda a explicar certas incoerências como animais selvagens que vivem apenas em um ou outro continente vivendo na mesma região.
O Fantasma liderou a resistência contra a invasão japonesa na 2ª Guerra Mundial
A partir da década de 1960, Falk decidiu alterar a localização geográfica do país do Fantasma que desde então passou a ser identificado como um país africano. Numa história publicada em 1964, o endereço para correspondência do Fantasma aparece como:
Para: Senhor Walker
Caixa postal 7, Morristown, Bangala, África...
No mapa temos ao centro Bangala e os países africanos que fazem fronteira: ao sul temos Ivory Lana; Tarakimo e Kundu; a oeste temos Rhodia; e ao norte temos Baronkan, Floradona e Dakk; que já aparecerem em várias aventuras do Fantasma
Mais tarde, o país do Fantasma foi rebatizado de “Bangalla” (nas histórias publicadas no Brasil, aparece grafado como ‘Bangala”, com um “l” a menos). Na mesma época, Falk criou também um país vizinho para Bengalla:  Ivory-Lana, cujo nome foi certamente inspirado na Costa do Marfim pois Ivory significa ‘marfim’ em inglês.



Outro detalhe importante da “africanização” das histórias do Fantasma foi o aumento do número de personagens negros relevantes, dentre os quais o próprio presidente de Bangala, o doutor Lamanda Luaga, ex-chefe de uma equipe médica da ONU, da qual Diana Palmer fazia parte. A Patrulha da Selva, fundada por um dos antepassados do atual Fantasma, nas primeiras histórias era mostrada como uma espécie de “polícia colonial” formada apenas patrulheiros brancos.
Dr. Luaga, presidente de Bangala
Cel. Worobu atual responsavel pela Patrulha da Selva
Em histórias mais recentes, a Patrulha da Selva passou a ser formada em sua maioria por patrulheiros negros, inclusive o atual responsável o coronel Worobu; que combatem contrabandistas e outros tipos de criminosos. Tais mudanças nas histórias do Fantasma refletem as mudanças no contexto geopolítico após os movimentos de independência dos paises africanos e asiáticos que ganharam força após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Patrulha da Selva onde observamos muitos patrulheiros de origem africana






Com isso meus amigos temos finalmente definido o local do país onde ocorrem as aventuras vividas pelo Fantasma essa grande criação de Lee Falk.
Um abraço a todos, não esqueçam de deixar seus comentários, e tenham todos um ótimo fim de semana.


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