sexta-feira, 1 de outubro de 2010

GRANDES ILUSTRADORES DO FANTASMA - I


RAY MOORE

O desenhista americano, famoso por ter criado "O Fantasma" (The Phantom) junto com Lee Falk, Ray S. Moore nasceu em Montgomery City, Missouri, e começou nos quadrinhos como assistente de Phil Davis em "Mandrake, o Mágico" (também de Falk).
Falar sobre o trabalho de Ray Moore talvez se torne um tanto desnecessário, pois qualquer leitor com um mínimo de entrosamento com as HQs conhece o seu estilo de desenho e a sua grande capacidade de movimentar visualmente os roteiros de Falk.
O desenhista Ray Moore foi o criador do visual do Fantasma, caprichou com seu traço misterioso, estilo filme noir, cheio de sombras sugestivas, cenas noturnas, contornos suaves e mágicos. O Fantasma, que saiu nos jornais no dia 17 de fevereiro de 1936, foi um sucesso absoluto.
A realidade é que apesar de seus sucessores serem ótimos ilustradores, nunca mais o personagem teve aquele estilo mágico que Ray Moore imprimiu, que levou-o a receber no Brasil o titulo de: “Fantasma Voador”; pelos  saltos e performance quase que impossiveis que o Fantasma realizava pelas mãos do talentoso ilustrador.
Talvez fosse mais interessante falar sobre quem foi Ray Moore. Mas aí a grande decepção, pois pouco se sabe sobre ele. Na verdade, o homem acabou se tornando mais misterioso que o próprio 'Fantasma'.

A exemplo de Allen Dean (o desenhista de 'King of the Royal Mounted' e “Tex Thorne'), Moore desapareceu completamente do cenário dos quadrinhos após deixar 'The Phantom', em 1948.
Consta que ele sofreu um sério acidente automobilístico em 1942, mas há versões que falam sobre um ferimento na guerra ou excesso de bebida. Na realidade, a partir de 1942, a historieta foi entregue ao então anônimo assistente de Moore: Wilson Mc Coy. Mas até 1948, esporadicamente, Moore voltava a desenhar histórias completas ou parte delas.
Wilson Mc Coy, foi tomando conta do personagem, assumindo a obra trabalhando com o personagem de 1947 até o ano de 1961.
Com a morte de Mc Coy, o King Features Syndicate fez um concurso para desenhistas e entre os aspirantes se encontrava nada menos que Ray Moore. Alguns dizem que o antigo desenhista do Fantasma tinha problemas de alcoolismo. Outros falam que estava fora de ritmo para trabalhar numa tira diária. Seja como for, Moore foi rejeitado.
Curiosamente, Ray Moore não tinha o costume de assinar os seus desenhos. Como muitos já devem ter percebido, poucas são as tiras assinadas pelo desenhista. Hoje, um original de Moore é algo raro no mercado americano e uma tira sua, assinada, consegue cotações elevadíssimas entre os colecionadores dos EUA e Europa.”
sua trajetória no "Fantasma", Moore fez o herói com o físico longelínio, esguio, dentro de um cenário repleto de sombras e mistério. Foi conquistando admiradores célebres, como Federico Fellini e Umberto Eco.
Ray Moore, faleceu dia 13 de janeiro, aos 78 anos, vítima de derrame cerebral, em Kirkwood, subúrbio de Saint Louis, Missouri.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fantasma - A Prova 004

O MACACO BRANCO





Olá meus amigos, hoje postamos uma história do nosso heroi, ambientada na selva de Bengala, e nela podemos verificar como até o simples capricho de uma criança mimada, pode significar uma ameaça ao esforço de manter a "Paz do Fantasma", entre os povos da selva.
Roteiro de Lee Falk, e desenhos de Wilson Mc Coy.
Boa leitura a todos, e continuem a prestigiar nosso Blog que trás novidades todos os dias.
Para baixar basta clicar no Link.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CONHEÇA LEE FALK



Aqueles leitores com certa idade lembrarão, com certeza, da época em que liam nos jornais as tiras do Fantasma e Mandrake, o Mágico. Talvez não saibam que ambas as criações saíram da mente da mesma pessoa. Pois, é. O autor dessa proeza foi Lee Falk.

Nascido em St Louis, Missouri, em 28 de Abril de 1911, Leon Harrison Gross sempre teve inclinação para as letras e desde muito jovem escrevia contos, artigos e poemas. Após se graduar na Universidade de Illinois, trabalhou numa agência de publicidade como redator. Foi então que conheceu um jovem ilustrador chamado Phil Davis. Juntos criaram a tira Mandrake. Dizem as más línguas que o jovem Falk se inspirara no livro A Mandrágora. Seja como for, Mandrake trazia com ele todos os elementos do mágico de vaudeville que o escritor guardara da sua infância no Missouri.



As aventuras do mágico, sempre acompanhado de Lothar, rei de uma distante tribo africana, e da princesa Narda saíram pela primeira vez no dia 11 de junho de 1934. Era distribuída pelo King Features Syndicate e, já no início, foi um sucesso.

Mandrake reunia tudo o que representava o fascínio da América dos anos 30. Seu rosto, baseado no do próprio Falk, reunia todos os traços típicos do homem de aventuras exóticas que o cinema da época tinha se encarregado de mistificar: elegante, viril, enigmático, cavalheiresco e pronto para a ação. Até a presença de Lothar, com seu enorme corpanzil negro, só tinha a finalidade de destacar Mandrake graficamente. O mágico criado por Falk e Davis enfrentava gánsteres e até seu adversário, O COBRA - um mestre das artes míticas à altura de nosso herói - com a postura de um galã de cinema. Mandrake era o glamour hollywodiano em ação


O Primeiro Justiceiro Mascarado
Com o sucesso de Mandrake, Lee Falk tinha encontrado a galinha dos ovos de ouro. Criou, então em colaboração com o desenhista Ray Moore - O Fantasma, um dos mais célebres e duradouros mitos das histórias em quadrinhos. Antes dele já existiam heróis justiceiros, mas aquele mascarado era o justiceiro no sentido mais puro. Ele lutava sempre em defesa dos oprimidos. Seu combate - e como combatia- era contra piratas, traficantes, a ralé da espécie humana. Antecipando em muito os heróis com malha colante, o herói trazia o rosto coberto com uma máscara, alimentando a aura de mistério que o rodeava. E, como se fosse pouco ainda estavam os cenários exóticos como o golfo de Bengala - na melhor tradição de Emilio Salgari, a Caverna da caveira, os pigmeus Bandar e a lenda da imortalidade.



O Fantasma ou "espírito que anda" é imortal, é o rumor que se espalha entre as tribos vizinhas. Mas ele é o primeiro herói que pode morrer, rompendo com o costume das historias em quadrinhos. Assim descobrimos que esta é uma tradição que passa de pai para filho, através de gerações, após o juramento feito pelo sobrevivente de um ataque pirata ante a caveira do assassino do seu pai. Pelas crônicas dos Fantasmas sabemos que o atual Fantasma é o 21º de uma estirpe de lutadores contra o crime.


Se não bastasse o roteiro primoroso, o desenhista Ray Moore - criador visual da historia - caprichou com seu traço misterioso, estilo filme noir, cheio de sombras sugestivas, cenas noturnas, contornos suaves e mágicos. O Fantasma, que saiu nos jornais no dia 17 de fevereiro de 1936, foi um sucesso absoluto.

Falk se tornou um dos roteiristas mais bem sucedidos do King Features Syndicate. Apesar de dedicar-se às duas séries - que ainda são publicadas em centenas de revistas e jornais pelo mundo - também escreveu peças de teatro, contos e livros sobre o Fantasma.
Em 1971, no Salão de Lucca, na Itália, Falk recebeu um troféu por seu significativo trabalho como roteirista. Num festival que premia o trabalho dos artistas gráficos isto é, no mínimo, notável.
Falk faleceu no dia 13 de Março de 1999 pela manhã em New York, Estados Unidos de Insuficiência Cardíaca.

Fantasma - A Prova 003

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fantasma - A Prova 002

SCAN - O CIRCULO DOURADO


Olá amigos, mais uma história clássica do Fantasma. Uma das aventuras mais misteriosas, onde nosso herói se sente como que a procurar uma agulha no palheiro para desenrolar toda a trama.
História com roteiro de Lee Falk, e desenhos de Ray Moore e Wilson Mc Coy.
Boa Leitura a todos.

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