sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O FANTASMA - LICENCIADO - I

Olá amigos, estamos iniciando uma nova série de artigos a respeito do "Espírito que Anda", espero que apreciem e principalmente deixem seus comentários.



O FANTASMA – LICENCIADO I

Por não se tratar de uma editora, mas sim “um sistema de corporação e distribuição” (syndication), a “King Features Syndicate”, detentora dos direitos do personagem “Fantasma”, “Mandrake” e muitos outros, tem a prática de licenciar seus personagens para as editoras.
No caso do Fantasma nosso personagem foi licenciado para muitas editoras, e é sobre este assunto que iremos tratar nesta nova série de artigos que o “Fantasma Brasil” vai apresentar neste ano que está começando.
Harvey Comics – 1951 a 1967

Uma das primeiras editoras a conseguir o licenciamento do Fantasma foi a: “Harvey Comics”, no período de Outubro de 1951 a Setembro de 1967; que numa fase experimental lançou duas edições de nºs 51 e 56, numa fase chamada: “Harvey Comics Hits” que apresentou as seguintes histórias:

Fantasma # 51 “O Troféu do Fantasma” e “O Castelo Assombrado”, publicada em Outubro de 1951;

Fantasma # 56 “O Deus Dragão” e “O Rei dos Animais” em Dezembro de 1952




Após esses dois números a Harvey Comics obteve o licenciamento de vários personagens além do Fantasma como: Luluzinha, Gasparzinho, O Assustador, Sad Sack, etc; em revistas com 36 páginas foram 122 edições com um personagem a cada uma das edições.
Nesta fase denominada “Harvey Hits” foram publicadas mais 8 edições do Fantasma sendo:


Fantasma # 1 – “A Princesa Cativa” contando a história da princesa Valerie, em Setembro de 1957

Fantasma # 6 – “Pais e Filhos” em Fevereiro de 1958

Fantasma # 12 – “A Feiticeira Escarlate” em Agosto de 1958

Fantasma # 15 – “O Deus do Lago” em Dezembro de 1958


Fantasma # 26 – “A Garota Selvagem” em Novembro de 1959

Fantasma # 36 – “O Tesouro do Capitão Kidder” em Setembro de 1960

Fantasma # 44 – “A bordo do SS Gay” em Maio de 1961

Fantasma # 48 – “O Fantasma no Vale do Urânio” em Setembro de 1961


Essa foi uma das primeiras vezes que o “Fantasma” foi licenciado e veremos que várias editoras se interessaram devido ao sucesso do personagem nas tiras de jornais e páginas dominicais que garantiam as vendas e os lucros nas revistas onde era publicado.


















 







5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito bom esse artigo, amigo Sabino!
    Dessa forma podemos entender melhor o contexto das edições do Fantasma publicadas em inglês. Agora o que me parece é que várias editoras publicam o mesmo roteiro de Lee Falk, não é? Por exemplo: A RGE publicou “A histórias de Capeto” ( Fantasma 340), enquanto que a Egmont publicou “Devil's Story”( embora pelo que eu li o texto dessa história em especial não foi escrito pelo Lee falk). Mas isso quer dizer que a maioria das publicaçoes do Fantasma são baseadas nas tiras de jornais diárias e dominicais.
    Espero que o nosso mestre Sabino me corija se eu estiver errado.
    Grande abraço.

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  3. Olá amigo Raminho,
    Realmente você está certo, a "história de Capeto" publicada pela editora Egmont, não foi escrita por Lee Falk, mas sim pela equipe de criação da citada editora.
    Quando uma editora licencia o personagem,ela pode criar histórias desde que seja respeitado os conceitos básicos do personagem.
    Em nosso próximo artigo irei abordar a diferença entre: "direito de publicação" e ter o personagem "licenciado"
    Grato pelo comentário, grande abraço, e o "Bom Fim de Semana" prá você.
    Sabino

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  4. Obrigado, amigo Sabino.
    Eu lembro que tinha esse gibi em especial, mas depois nos mudamos e eu acabei perdendo, nunca mais encontrei desde então. Aqui no Rio é muito difícil encontrar qualquer publicação do Fantasma. Por isso sou tão grato a você por compartilhar conosco seus scans.
    Ótimo final de semana pra você também.
    Abraços.

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  5. Olá Raminho,
    Essa é uma verdade, aqui em São Paulo também é muito difícil de se encontrar nos sebos edições do Fantasma, acredito que como já faz muito tempo que o Fantasma está ausente nas bancas, aqueles que tem suas raridades nem pensam em se desfazer, aí fica quase impossível de se encontrar essas revistas.
    Grande Abraço
    Sabino

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