quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fantasma - A Prova 016

Como será que os jovens irão se sair, enquanto o Fantasma estiver fora.

GRANDES ILUSTRADORES DO FANTASMA - IV

Hoje vamos conhecer um dos melhores e mais reconhecidos dos ilustradores da obra de Lee Falk.
E esse reconhecimento é muito merecido pois este ilustrador ajudou a definir o visual do Fantasma e contribuiu por 32 anos de trabalhos prestados às histórias em quadrinhos mundiais.





SY BARRY


Seymor Barry nasceu em New York no dia 12 de Março de 1928, quando estava no colegial um de seus professores incentivou Sy Barry a ingressar na “High School of Art and Design” de New York; e entre milhares de candidatos Sy Barry foi um dos 100 aceitos em 1943.
Formado trabalhou de free lance como arte-finalista (inker) para as editoras: Dc, Marvel e Gleason. Depois disso foi trabalhar de assistente para seu irmão mais velho Dan Barry (Flash Gordon) como arte-finalista, e depois de algum tempo passou a fazer os desenhos a lapis.
Depois de trabalhar em Tarzan e Flash Gordon, seu destino se ligou a obra de Lee Falk que por não gostar da arte de Bill Lignante, solicitou a King Features que fizesse um concurso para escolher um novo desenhista, Sy Barry se inscreveu no concurso e acabou sendo o escolhido, para desenhar o maior sucesso mundial dos quadrinhos: “O Fantasma” por 32 anos (1962 a 1994) sucedendo a Wilson Mc Coy e Bill Lignante.



Dono de um traço limpo, elegante e definido, Sy Barry deu ao Fantasma um estilo moderno, acertando definitivamente o visual do Fantasma e seu universo para os novos desenhistas que trabalharam em seu estudio; o estilo de Sy Barry tornou a obra agradável e teve muito boa aceitação por parte dos fãs do Fantasma, aumentando as vendas das revistas que adaptavam suas tiras diárias, principalmente aqui no Brasil.
Seu estilo agradou a Lee Falk que decidiu modernizar a história, dando a Bengala um presidente negro e um coronel negro a Patrulha da Selva.
Sy Barry teve a colaboração de vários artistas que faziam os desenhos a lapis nas tiras, embora muitas vezes desenhou histórias inteiras quando o tempo permitia. Utilizou o trabalho de vários “Ghosts” (assistentes) como: Geoge Olesen (o mais frequente), Leonard Starr, Al McWillians, Neal Adans, Fred Fredericks, Bob Fugitane, Grahan Nolan, Joe Giella, Carmine Infantino e André LeBlanc (um haitiano que trabalhou muitos anos no Brasil, ilustrando os livros de Monteiro Lobato para a Edições Brasiliense, e na quadrinização de clássicos da literatura para a EBAL [Editora Brasil America Ltda]). Estes "ghosts" faziam o esboço à lápis, seguindo a orientação de Barry (que escolhia o cenário, angulações, enfim, a forma que a aventura deveria ser executada graficamente), que, por fim, cuidava da finalização, ou seja, passava o nanquim sobre os desenhos de seus assistentes. 

Desenho de André LeBlanc que desenhou o clássico “Casamento do Fantasma”.




No auge de sua popularidade Sy Barry teve seu trabalho acompanhado por mais de 100 milhões de pessoas todos os dias nos jornais e nas revistas em quadrinhos.
Suas histórias ainda são publicadas regularmente em países como: Noroega, Suécia, Finlância e Autralia.
Depois de 32 anos, cansado pela pressão dos prazos, Sy Barry decidiu se aposentar das tiras em 1994. Hoje trabalha pintando quadros de paisagens. Pintou também vários quadros do Fantasma e suas pinturas foram utilizadas como capas de revistas do Fantasma no mundo todo.
Mora atualmente em Long Insland com sua esposa Simmy, o casal tem três filhos.
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